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Frango: oferta elevada pressiona preços, apesar do bom desempenho do consumo
02 de Dezembro de 2025 as 15h 38min
Consumo avícola mantém ritmo positivo, mas excesso de oferta reduz preços no atacado – Foto: Divulgação
O setor de avicultura de corte viveu um novembro desafiador, com quedas nos preços tanto no atacado quanto nos mercados independentes de frango vivo. Apesar de o consumo ter mantido ritmo positivo, a oferta elevada de cortes exerceu forte pressão sobre as cotações — o volume de produtos disponível no mercado superou com folga a demanda. Segundo análise de Safras & Mercado, a grande quantidade ofertada fez com que o frango vivo não conseguisse se sustentar e os preços recuassem.
Nos cortes congelados e resfriados vendidos no atacado paulista, por exemplo, houve desvalorização: o quilo do peito caiu de R$ 11,00 para R$ 10,60; o da coxa, de R$ 8,10 para R$ 7,70; e o da asa, de R$ 11,10 para R$ 10,30. Na distribuição, o recuo também foi generalizado — peito de R$ 11,20 para R$ 10,80/kg, coxa de R$ 8,30 para R$ 7,90/kg e asa de R$ 11,30 para R$ 10,50/kg. Nos cortes resfriados, o movimento foi semelhante: no atacado o peito passou de R$ 11,10 para R$ 10,70, a coxa de R$ 8,20 para R$ 7,80 e a asa de R$ 11,20 para R$ 10,40; na distribuição, peito caiu de R$ 11,30 para R$ 10,90, coxa de R$ 8,40 para R$ 8,00 e asa de R$ 11,40 para R$ 10,60.
A retração nos preços foi observada também no frango vivo em diversas praças nacionais: em São Paulo, passou de R$ 6,40 para R$ 6/kg; em Minas Gerais, manteve-se estável em R$ 5,60/kg; em Santa Catarina, recuou de R$ 4,75 para R$ 4,70/kg; no oeste do Paraná houve ligeira alta de R$ 4,90 para R$ 5/kg; e no Rio Grande do Sul caiu de R$ 4,75 para R$ 4,70/kg.
Apesar deste cenário interno mais fraco, o mercado segue com expectativas positivas para o fim de ano. A reabertura do mercado chinês para a carne de frango brasileira surge como o principal fator de esperança: a demanda externa, se confirmada, pode reduzir o excesso de oferta nacional e favorecer a recuperação dos preços. Além disso, a proximidade das festas e o maior poder de compra das famílias no período natalino podem aquecer o consumo doméstico e dar novo fôlego à avicultura.
Fonte: DA REPORTAGEM
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