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FRUTÍFERAS: Royalties de porcelanas de luxo vão financiar pesquisa
Bacurizeiro é uma das 8 espécies que serão utilizadas em pesquisa
25 de Janeiro de 2020 as 10h 00min
Foto: Assessoria
ASSESSORIA
DE IMPRENSA
A Embrapa Agrossilvipastoril está iniciando, em Sinop, uma pesquisa com oito espécies frutíferas nativas amazônicas. O trabalho é desenvolvido em parceria com a Ecoarts Amazônia, uma entidade sem fins lucrativos, com uso de recursos oriundos da venda de porcelanas de uma coleção sobre a Amazônia lançada pela empresa portuguesa Vista Alegre em 2019.
Na pesquisa, será avaliado o desenvolvimento inicial e formas de propagação de espécies como bacurizeiro, camucamuzeiro, muricizeiro, tucumazeiro, taperabazeiro e abricoteiro. Os materiais genéticos são oriundos da Embrapa Amazônia Oriental (Belém-PA), que já estuda o sistema produtivo dessas frutíferas. As mudas usadas no experimento vieram da capital paraense.
O pesquisador João Meneguci explica que, em médio prazo, com o acúmulo de informações, o objetivo é o de capacitar viveiristas e comunidades para a produção de mudas e manejo dessas espécies. Além disso, o trabalho visa tornar essas fruteiras conhecidas da população, uma vez que todas elas possuem potencial de uso comercial.
A atividade de pesquisa faz parte do projeto Amazon Flora, liderado pela Embrapa Rondônia e aprovado junto ao Fundo Amazônia. A Ecoarts também fará aporte financeiro e apoio de mão-de-obra para condução do experimento.
FINANCIAMENTO
A Ecoarts é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) com sede em Sinop e São Paulo que utiliza materiais da floresta para a produção de artigos de decoração. As peças são vendidas em mercados internacionais e em grandes centros, com alto valor. Parte do lucro retorna à floresta por meio de projetos de revegetação, treinamento de comunidades tradicionais e coletores e financiamento de pesquisa.
A Ecoarts fez uma parceria com a empresa portuguesa de porcelana de luxo Vista Alegre para a criação de uma coleção com motivos amazônicos. Os royalties da venda dessa coleção, lançada na Europa no início de 2019, são destinados ao projeto Floresta de Alimentos.
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