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Fusão entre PSDB e Podemos desaba e reflete em MT
17 de Junho de 2025 as 08h 14min
Decisão desmobiliza frente que vinha sendo montada - Foto: Assessoria
A suspensão da fusão entre PSDB e Podemos, motivada por divergências internas sobre quem comandaria a nova sigla, não foi apenas um tropeço político em Brasília. Em Mato Grosso, o impacto foi direto e profundo: desmonta uma articulação que vinha sendo construída com cálculo, estratégia e perspectiva de poder. Uma engenharia partidária que se desfez antes mesmo de ser oficializada.
O projeto mato-grossense era ambicioso. A ideia da fusão ia além da soma de forças tradicionais. Buscava atrair dissidentes do PSB, montar uma frente política de médio porte com potencial de crescimento e lançar um nome forte ao centro da engrenagem: o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB).
Russi aparecia como uma espécie de elo entre diferentes lideranças que, embora dispersas em legendas diversas, partilhavam a insatisfação com suas atuais siglas e enxergavam na fusão a chance de disputar protagonismo em 2026. Era uma costura silenciosa, mas articulada, com apoio crescente nos bastidores.
Tudo isso ruiu quando as direções nacionais de PSDB e Podemos travaram uma queda de braço para decidir quem daria as cartas no novo partido. O Podemos, empolgado com desempenho recente nas urnas e com o senador paranaense Oriovisto Guimarães em ascensão, queria voz ativa. O PSDB, mesmo em declínio, insistiu na liderança, talvez sustentado por um passado que já não se traduz em força eleitoral.
O resultado foi a implosão. A fusão foi suspensa. E com ela, o projeto de fortalecimento regional. A decisão nacional teve efeito de dominó: tirou o chão da articulação em Mato Grosso, deixou lideranças sem abrigo e paralisou um grupo que apostava na união para sair da margem e entrar no jogo majoritário.
A situação reacende uma pergunta incômoda: será que o PSDB tem, hoje, esse cacife todo para impor regras? Em meio à luta pela própria sobrevivência, parecia mais lógico ceder para seguir respirando. Em vez disso, o partido freou um movimento que poderia oxigenar sua base, especialmente nos estados.
Para o grupo liderado por Russi, a frustração é evidente. A união entre PSDB e Podemos serviria de alicerce para uma chapa robusta na Assembleia, na Câmara Federal e até mesmo para disputas ao Senado ou governo. Agora, tudo volta ao ponto de partida.
As lideranças envolvidas terão que decidir se abandonam o projeto ou tentam reinventá-lo sob outras bandeiras. Há a possibilidade de rearticular uma frente, mesmo sem fusão formal — mas isso exigirá diálogo, tempo e disposição. E o tempo corre.
Além disso, a perda de impulso pode custar capital político a Max Russi. Sua imagem estava vinculada à liderança desse movimento. Com a derrocada, adversários tendem a explorar o revés como sinal de fragilidade ou de isolamento.
O episódio também deixa um espaço político vago em Mato Grosso. Uma frente de centro, moderada e com densidade eleitoral, teria espaço no atual cenário. A desistência da fusão deixa esse vácuo aberto — e pronto para ser ocupado.
A suspensão foi mais do que um recuo tático. Foi um balde de água fria que, para Mato Grosso, congela planos, desmobiliza bases e lança incertezas sobre o futuro de um projeto que parecia ganhar corpo. O tabuleiro foi virado. Resta saber: quem vai recolher as peças? E quem conseguirá colocá-las de volta no jogo antes de 2026?
Fonte: DA REPORTAGEM
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