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FUTURO DA ENERGIA: Protótipo pode diminuir custo de produção de placas solares

Pesquisadores da UFMT e UFR criaram protótipo de célula fotovoltaiva orgânica

02 de Fevereiro de 2021 as 13h 07min

Célula fotovoltaica orgânica: barateamento das placas solares – Foto: Divulgação

DA REPORTAGEM

A energia proveniente do Sol tem se tornado uma alternativa cada vez mais popular, entretanto ainda apresenta um custo elevado para a implantação. Um protótipo de célula fotovoltaica orgânica, porém, pode revolucionar esse cenário. A promessa é de acelerar e baratear os custos da produção de placas solares e causar menor impacto ambiental.

Essa é uma iniciativa de pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) - Grupo de Pesquisa em Materiais Moleculares. Segundo o professor Eralci Therézio, do Instituto de Física da UFMT, atualmente quase a totalidade das células que constituem os painéis solares no mercado são feitas de silício.

Esse é um elemento químico da família do carbono que é extraído por meio da mineração - processo danoso ao meio ambiente e que encarece a produção. É, portanto, o grande diferencial do protótipo que está sendo desenvolvido – o processo de produção. Os polímeros das células fotovoltaicas orgânicas podem ser produzidos em laboratório, potencializando os benefícios ambientais e reduzindo o tempo e o custo da produção de uma célula fotovoltaica.

“Ela é composta por materiais puramente orgânicos, como por exemplo, os polímeros ou algumas moléculas de corantes. Esses materiais orgânicos ainda dão uma característica peculiar, a flexibilidade”, explica o pesquisador sobre a célula fotovoltaica orgânica. A flexibilidade como uma característica permite uma perspectiva de produto final que se molde ao ambiente, expandindo a viabilidade do produto.

Segundo o docente, esse é um avanço que permite repensar a produção de energia limpa - aquela que não libera gases poluentes causadores do efeito estufa, durante o processo de produção e o consumo.

 

PANORAMA ATUAL

A energia solar é uma alternativa de consumo no país desde 2012. Atualmente representa apenas 1,7% de toda a matriz energética, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Conforme dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) o Brasil atingiu, no ano de 2020, a marca de 30 mil imóveis com o sistema. Isso representa um crescimento de 45% em relação a 2018.

Para a implementação é necessária a realização de uma avaliação do consumo do local da instalação. Dessa forma será possível fazer a escolha mais adequada para cada necessidade.

 

LONGO CAMINHO

Atualmente, são 285.366 sistemas fotovoltaicos ligados à rede e a estimativa, segundo o Portal Solar, é que, em 2024, sejam aproximadamente 887 mil sistemas conectados. Com as vantagens que o protótipo apresenta, o crescimento poderá ser exponencialmente maior, entretanto ainda há um longo caminho a ser percorrido até a comercialização de um produto final.

O pesquisador explica que o projeto faz parte do que é chamado de ciência básica - aquela que tem por objetivo o conhecimento em si, ou seja, procura descrever elementos básicos da natureza, como a estrutura das partículas fundamentais e as leis que as governam. São o "coração" de todas as descobertas.

“Embora tenha a tentativa de se produzir um protótipo que seja viável para uma produção de um dispositivo em si, o projeto é de ciência básica, então o produto final que a gente teria é um protótipo funcionando e não um produto para comercialização”, explica Therézio.

A ciência aplicada, entretanto, estuda formas de utilizar esses conhecimentos descobertos por meio da ciência básica, em benefício do homem. Enquanto a placa composta de célula fotovoltaica orgânica não chega ao mercado consumidor, a atual forma de produção de energia solar ainda seria uma opção viável.

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