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Governdor Mauro Mendes questiona a legalidade da CPI da Saúde
13 de Fevereiro de 2026 as 04h 10min
Comissão investiga contratos da SES – Foto: Assessoria
O governador Mauro Mendes (União) contestou a abertura da CPI da Saúde na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e colocou em dúvida a legitimidade do requerimento que fundamentou a comissão. Em declaração à imprensa, afirmou que os fatos já foram alvo de investigação por órgãos de controle e classificou a iniciativa como movimento de viés político.
A comissão foi criada por meio do Ato nº 004/2026/SSL/ALMT, assinado pelo presidente da Casa, deputado Max Russi (PSB), e publicado no Diário Oficial Eletrônico na última sexta (6). O documento prevê a apuração de “denúncias de irregularidades em procedimentos licitatórios” na Secretaria de Estado de Saúde (SES), entre 2019 e 2023, relacionadas à Operação Espelho, com prazo inicial de 180 dias.
Ao abordar a polêmica sobre a coleta de assinaturas, Mendes ressaltou que parte dos deputados questiona o uso de apoios formalizados ainda em 2023. Segundo ele, “não tem razoabilidade usar uma assinatura feita há quase três anos por um fato que já foi investigado pelo Ministério Público e pela polícia, com inquérito concluído e pessoas denunciadas”, apontou.
O chefe do Executivo citou precedente do Senado Federal, onde pedidos de CPI que não avançam ao fim da legislatura precisam ser reapresentados com novas assinaturas. Para o governador, a reativação do tema neste momento configura “tentativa de criar fato político”. Ao ser indagado sobre eventual articulação do deputado Wilson Santos (PSD), limitou-se a dizer: “Os senhores tirem as próprias conclusões”.
Responsável pelo requerimento, Wilson sustenta que o pedido foi protocolado em 2023 e apenas recentemente alcançou o número mínimo de assinaturas. Ele afirma que a comissão não busca criminalizar agentes públicos, mas examinar contratos e procedimentos administrativos da saúde estadual.
Apesar da publicação do ato, a CPI ainda depende da indicação formal de membros titulares e suplentes. Em plenário, Wilson cobrou celeridade na composição. O presidente em exercício da ALMT, deputado Júlio Campos (União), informou que a Mesa aguarda a formalização dos líderes de blocos para oficializar as nomeações.
A investigação terá como eixo central contratos e licitações vinculados à Operação Espelho, que apurou suspeitas de irregularidades na prestação de serviços médicos durante a pandemia, com desdobramentos conduzidos ao longo dos últimos anos.
Fonte: DA REPORTAGEM
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