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Governo divulga os trechos prioritários de duplicação da BR-163
14 de Outubro de 2022 as 06h 03min
Trecho da BR-163 entre Cuiabá e Sinop — Foto: Sinfra-MT/Divulgação
O Governo Estadual divulgou um cronograma com os três principais trechos na BR-163 a serem duplicados pela nova concessão. Segundo o documento, os trechos da rodovia dos Imigrantes, na região metropolitana de Cuiabá, e do Posto Gil a Nova Mutum, as obras devem começar em 2023 e serão concluídas em 2025.
A travessia urbana de Sinop é o terceiro trecho prioritário e tem previsão de ficar pronto em 2024. Ao todo, a rodovia tem 822,8 km que está próximo de passar ao controle acionário da autarquia MT Participações e Projetos (MT Par), sociedade de economia mista ligada ao estado.
O governo ainda aguarda análise de bancos sobre negociação de dívidas para assumir a rodovia. O investimento previsto pela estatal deve ficar em torno de R$ 1,2 bilhões.
Neste mês, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a concessionária Rota do Oeste assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), sendo o primeiro passo para a transferência do controle da BR. O governo passa a ser responsável pelas dívidas e os investimentos relacionados à rodovia.
A MT-PAR se comprometeu a investir R$ 1,2 bilhão em obras para melhorar a trafegabilidade da BR-163/MT, além de manter os valores atuais das tarifas;
A estatal também se comprometeu a acertar as dívidas da concessionária, sem qualquer desconto ao valor dos investimentos na rodovia;
A BR-163 em Mato Grosso tem quase 830 km ao longo de 19 municípios;
Manutenção do patamar tarifário atual, acrescido do reajuste pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
ARRECADAÇÃO
A Rota do Oeste, que administra a BR-163, arrecadou R$ 2,9 bilhões em pedágio desde o início do funcionamento das praças, em setembro de 2015, até abril deste ano. Quando o contrato foi firmado entre o governo federal e a concessionária, ficou estabelecido um investimento para todas as frentes de R$ 4,6 bilhões, sendo R$ 2,3 bilhões somente para a duplicação, que ainda não ocorreu.
Um trecho de 453 km que corta Mato Grosso já deveria ter sido duplicado, conforme previsto em contrato, há oito anos. Até agora, a duplicação foi feita em apenas 120 km, restando 328 km para o término das obras. As obras de infraestrutura estão paradas desde 2016, o que causou um cenário de prejuízo ao usuário e empresas de transporte que trafegam pela região.
Fonte: DA REPORTAGEM
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