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Sexta Feira, 28 de Março de 2025

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Governo faz proposta, mas os servidores não devem aceitar

Condição para suspender o corte de ponto está condicionada ao retorno das aulas

29 de Junho de 2019 as 10h 39min

CLEMERSON SM

Clemersonsm@msn.com

 

Na última quinta (27), o Núcleo de Soluções de Conflitos do Tribunal de Justiça, mediou audiência de conciliação entre o Governo do Estado e o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), com o objetivo de acabar com a paralisação dos servidores que completou nesta data, um mês.

A proposta apresentada pelo Executivo para suspender o corte de ponto dos profissionais da educação ficou condicionada ao retorno das atividades já na próxima semana.

“A proposta foi de que o Governo irá repor até o dia 20 de julho, 50% dos pontos que foram descontados e até o dia 10 de agosto, o restante. Mas desde que eles cumpram o ano letivo ainda em 2019”, pontuou o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, representante do governo na audiência de conciliação.

A proposta feita do Governo tem validade até segunda-feira (1º). Caso os servidores da Educação não aceitem, ela será retirada de pauta, e aí as negociações deverão ser retomadas de outra forma.

“Caso essa proposta não seja aprovada pelo Sintep, será retirada da pauta, para uma outra negociação que possa surgir no futuro. Porém, essa proposta só tem validade até segunda-feira”, explicou Carvalho.

O juiz Hildebrando da Costa Marques, mediador da conciliação, avaliou a proposta do Governo como positiva. “As partes conseguiram um diálogo e avançar nas negociações, no que diz respeito ao corte de ponto. Houve proposta direta e objetiva do Estado, que será apreciada pela categoria. Esperamos que seja aceita para que traga essa solução para a sociedade”.

A proposta feita pelo Governo será apreciada pelo sindicato na segunda-feira, para quando foi convocada uma assembleia com os servidores.

Mas de acordo com o comunicado enviado à imprensa pelo Sintep/MT, nas palavras de seu presidente, Valdeir Pereira, os representantes da categoria saíram na reunião sem acordo para o encerramento da greve, reiterou que a cobrança por parte do sindicato foi feita, mas que o Governo insiste em se “justificar” com a Lei de Responsabilidade Fiscal.

“O fim da greve é uma decisão da categoria, que avaliará o documento que o governo se compromete a encaminhar esta sexta-feira. Porém, já é sabido que a resposta oficializa o debate feito na última reunião com o governo, em 25 de junho. “A condicionalidade do fim da greve é o cumprimento da Lei 510. O governo escolheu a lei que vai cumprir, ignorando todas as demais, inclusive a Constituição do Estado nos artigos que apontam meios para garantir os recursos. Essa é a escolha dele”, afirmou Pereira. 

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