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Grêmio se abraça em 3 vitórias contra 96% de chance de queda
Presidente reconhece situação “frágil”, mas acredita na permanência do Tricolor
01 de Dezembro de 2021 as 07h 30min
Villasanti cumprimenta Thiago Santos após gol contra o Bahia — Foto: Lucas Uebel
As probabilidades de o Grêmio cair para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro cruzaram a barreira dos 96%, segundo as contas do site Infobola, do matemático Tristão Garcia, e do Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Mesmo que esteja a quatro pontos do primeiro time fora da zona de rebaixamento a três rodadas do fim da Série A, a direção não quer jogar a toalha - ao contrário do que já faz a torcida. Se vencer todos os jogos restantes - São Paulo (casa), Corinthians (fora) e Atlético-MG (casa) -, ainda é possível que não caia.
Entretanto, dependerá de resultados paralelos de pelo menos dois adversários que também lutam contra a queda. No melhor cenário, o Tricolor encerra a competição com 45 pontos, o que significa 12,7% de chance de evitar o terceiro rebaixamento da história.
“Primeiro, temos que vencer as três partidas e depois ver o que acontece. A pior coisa no mundo é explodir as pontes. Se tu explodes, não tens mais nem caminho para trilhar. Todo mundo é muito experiente nessas horas, sabemos como temos que nos comportar. Se há uma coisa que temos que fazer, é jogar pela nossa dignidade, do clube, da nossa alma, da nossa imortalidade”, destacou o presidente Romildo Bolzan Júnior.
“Acredito que quando tem vida, tem vida. Acho que o ambiente não é bom no ponto de vista dos cálculos. Temos uma situação de muita dificuldade, extrema”, destacou Bolzan.
Em um tom abatido, bastante diferente de outros momentos mais fervorosos nos quais demonstrou confiança total na permanência da equipe na elite, o vice de futebol Denis Abrahão segue a linha do presidente. Enquanto a matemática permitir, ele prefere acreditar.
“Muito triste, chateado. Mas não joguei a toalha. Tem três jogos, vamos disputar como requer a grandeza do Grêmio, honrando a nossa camisa, nos entregando e acreditando na possibilidade de uma classificação para escapar da Série B. Ficou mais difícil, mas matematicamente entendo que seja possível”, afirmou o dirigente.
MANCHA NO CURRÍCULO
Presidente desde 2015 e campeão da Copa do Brasil, da Libertadores e da Recopa Sul-Americana, Bolzan reconhece que vai ficar marcado caso o iminente rebaixamento para a Série B se confirme. Eleito em 2014, desde então já passou por duas reeleições. Inclusive, uma mudança estatutária foi aprovada para ter a possibilidade de dirigir o clube em um terceiro mandato, o atual.
Com Romildo no comando, o Grêmio se reestruturou financeiramente e ganhou títulos. Porém, segundo ele, o que marcará sua passagem pelo principal cargo será o rebaixamento, caso ele ocorra.
“O que vai ficar nessa trajetória de sete anos, se cairmos, lamentavelmente será isso. Já fomos campeões da Copa do Brasil, da Libertadores, Recopa, quatro Campeonatos Gaúchos, vice mundial. Todo esse nível de conquistas que o clube teve, uma situação de governança boa, cai por terra. Mato no peito e faço tudo ano que vem para retirar essa situação, se por acaso cairmos”, enfatizou.
Nesta quinta (2), às 19h, enfrenta o São Paulo, na Arena, na tentativa da primeira das três vitórias que podem evitar o rebaixamento. O Tricolor é o 18º no Brasileirão com 36 pontos.
Fonte: DA REPORTAGEM
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