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Grupo E: Espanha e Alemanha vão destoar com pouco espaço para zebras
09 de Novembro de 2022 as 06h 12min
Espanha e Alemanha fazem clássico na segunda rodada – Foto: Divulgação
O Grupo E da Copa do Mundo do Catar não chega com o status absoluto de grupo da morte, mas reservará um dos confrontos mais interessantes dos primeiros dias do mundial.
Potencias europeias, Espanha e Alemanha não foram muito longe em 2018, mas, se tiverem aprendido a lição de não vacilar em momentos importantes, têm tudo para conquistarem as duas vagas nas oitavas de final.
Japão e o vencedor da repescagem internacional entre Nova Zelândia e Costa Rica devem ser meros coadjuvantes. Apesar que... é sempre bom lembrar que os costarriquenhos surpreenderam em 2014 quando passaram em primeiro lugar contra os gigantes Uruguai, Itália e Inglaterra.
E em 2018, o Japão abriu 2 a 0 contra a Bélgica, mas conseguiu perder a partida e viu os Diabos Vermelhos avançarem para pegar o Brasil nas quartas. Bom, o desfecho vocês todos lembram.
ESPANHA
A seleção espanhola é comandada desde 2018 por Luís Enrique, que teve anos de sucesso no Barcelona. Com a Espanha, ele costuma utilizar o sistema 4-3-3 para a organização de seus jogadores. Nas Eliminatórias Europeias e na recente disputa da Liga das Nações, a Espanha se aproveitou desse modelo de jogo para alcançar êxito em suas partidas.
Nas Eliminatórias da Uefa, a Espanha liderou o Grupo B, jogando contra a Suécia, Grécia, Geórgia e Kosovo. Em oito partidas, conquistou 6 vitórias, além de 1 empate e 1 derrota, chegando aos 19 pontos. Acumulou 15 gols e sofreu apenas 5.
Para o destaque desta edição, escolhemos Álvaro Morata como quem pode surpreender nesta Copa. O camisa 7 da Espanha é o nome que figura na frente da linha de ataque, e é a esperança de gols para a Fúria. Apesar disto, o atacante do Atlético de Madrid falha em jogadas dadas como fáceis, mesmo assim, é o responsável por finalizar as jogadas e garantir os gols de sua seleção.
A Espanha esteve em 15 edições de Copa do Mundo. Quando sediou a competição, em 1982, chegou até a segunda fase.
Sem sombra de dúvidas, sua melhor participação foi em 2010, na Copa da África do Sul, em 7 partidas disputadas, perdeu apenas 1 vez, e conquistou 6 vitórias, a mais importante contra a Holanda, quando Andrés Iniesta aplicou fez o gol de glória na prorrogação e ergueu sua única taça da competição mundial.
COSTA RICA
Pode ser considerada a pior seleção nessa Copa. A equipe que foi considerada a zebra em 2014 por se classificar no “grupo da morte” decaiu muito nesses anos, com os principais jogadores ficando com a idade muito elevada.
Para o Mundial de 2022, a seleção costarriquenha terá uma base de jogadores que é preservada desde 2014.
Na Eliminatórias da Concacaf, a Costa Rica fez uma campanha mediana, que não foi suficiente para cravar a vaga direta ao Catar. Em uma tabela liderada por Canadá, México e Estados Unidos, os costarriquenhos ficaram em 4º lugar e passaram pela repescagem intercontinental (eliminaram a Nova Zelândia).
A Costa Rica esteve nas Copas de 1990, 2002, 2006, 2014 e 2018. Na Copa do Brasil, foi líder do grupo da morte (venceu Uruguai e Itália e empatou com a Inglaterra). Passou pela Grécia nas oitavas e caiu nos pênaltis para a Holanda nas quartas.
ALEMANHA
A sempre temida seleção alemã chega na Copa como uma candidata ao título, porém mais discreta. Um time muito forte fisicamente e que gosta de fazer gols, embora venha de cinco empates nos últimos sete jogos, a seleção da Alemanha normalmente costuma se dar bem em grandes competições.
As eliminatórias foram tranquilas para a Alemanha. O sorteio colocou os alemães no Grupo J, que contou com equipes como Macedônia do Norte, Romênia, Armênia, Islândia e Liechtenstein. Como esperado, os adversários não foram páreos e a seleção alemã terminou em primeiro lugar, com 27 pontos (apenas uma derrota) e garantiu vaga direta no Catar.
A Alemanha é a seleção que mais chegou à decisão da Copa: foram 8 oportunidades, sendo campeã em 1954, 1974, 1990 e 2014, e vice em 1966, 1982, 1986 e 2002.
JAPÃO
O Japão disputará sua sétima Copa do Mundo. A seleção japonesa não fica de fora de uma Copa do Mundo desde a França-1998 e, embora pareça que sempre participaram da competição, a Copa da França foi a primeira de sua história. Desde então, os japoneses têm sido uma figurinha repetida nas fases de grupos. Atualmente treinada por Hajime Moriyasu, a seleção da terra do sol nascente teve umas eliminatórias impecáveis na Ásia.
O Japão tem uma equipe muito boa, com vários jogadores espalhados por diversas ligas importantes da Europa, como a da Alemanha. Sua estrela é Takumi Minamino, mas também se destacam Takehiro Tomiyasu, Ko Itakura, Yuto Nagatomo, Wataru Endo e Takefusa Kubo.
Em Copas, o melhor resultado foi chegar três vezes às oitavas: em 2002, quando era uma das sedes, perdeu da Turquia; em 2010, na África do Sul, perdeu nos pênaltis para o Paraguai; e em 2018, na Rússia, acabou derrotada de virada para a Bélgica por 3 a 2 (depois de estar vencendo por 2 a 0).
Em Catar 2022, o Japão compartilhará o Grupo E com Espanha, Costa Rica e Alemanha. Para avançar, eles terão que alcançar um desempenho perfeito.
Fonte: DA REPORTAGEM
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