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HOJE EM SINOP: Manifestação pela sobrevivência
Grupo de 65 empresários de setor de alimentos preparam manifestação contra fechamento
16 de Abril de 2020 as 07h 30min
Foto: Divulgação
CLEMERSON SM
clemersonsm@msn.com
Os representantes do segmento de bares, restaurantes e similares de Sinop prometeram para hoje (16) a realização de uma carreata para pedir a suspensão da limitar da Justiça que derrubou o decreto da Prefeitura que permitiu a reabertura dos estabelecimentos na semana passada.
O desembargador Márcio Vidal decidiu na tarde de terça-feira (14) suspender a decisão que liberou a reabertura, acolhendo assim um pedido do Ministério Público Estadual (MPE) e da Defensoria Pública.
“Não é tempo de reuniões ou de aglomerações, com a pandemia colocando em risco a vida alheia e, também, a própria; recolher-se é um gesto de grandeza e altruísmo, mormente para aqueles que podem exercer suas atividades sem sair de casa, por meio do teletrabalho”, apontou o desembargador em sua decisão.
A decisão causou indignação por parte dos empresários do setor que não entendem os motivos pelos quais a decisão afetou “apenas eles”. Em entrevista ao Diário do Estado MT, o empresário Marcelo Barão, um dos representantes do movimento, disse que o objetivo da carreata é mostrar um comprometimento do setor com as normas de prevenção.
“Nós estamos no grupo de risco como qualquer outro comércio, não vejo diferença para liberar um e barrar outro, em uma noite um restaurante recebe entre 50 e 80 pessoas, com mesas espaçadas, muito menos que uma fila de banco”, indagou Barão.
O empresário diz ainda que os restaurantes já vêm seguindo todas as determinações de prevenção, como distanciamento das mesas, redução da capacidade de público, afastamento dos funcionários que fazem parte do grupo de risco, disponibilização de álcool em gel e todos os acessórios de segurança para os funcionários, higienização dos cardápios e das mesas assim que os clientes saem.
“Então, por que a discriminação com o nosso ramo? O que nos diferencia dos supermercados? Por que as praças de pedágio ainda estão funcionando? Se uma daquelas atendentes estiver contaminada, mexendo com dinheiro, quantas pessoas ela pode infectar em um dia de trabalho?”, questionou o empresário.
De acordo com Barão, a preocupação da classe empresarial é pelo menos manter um funcionamento para que possa honrar seus compromissos com fornecedores e principalmente seus colaboradores. O desemprego neste setor, grande preocupação da pandemia, já é realidade.
O empresário revelou que a estimativa é de que já existia em torno de 30% de demissões em Sinop. “A demissão já é real tá? E a preocupação de travar tudo e ficar 100% parado é de aumentar essas demissões”, revelou.
A Prefeitura de Sinop sinalizou que vem dando suporte jurídico para ao setor, na busca por recorrer da decisão.
“Como gestora, eu quero que a economia do município não seja afetada, principalmente na questão do desemprego. Acho que todos têm que ter a oportunidade de trabalhar. Claro, com as devidas responsabilidades e cuidados que os empresários têm que ter. Eu tenho que dar este voto de confiança, mas sempre ressaltando as medidas preventivas e de segurança”, disse a prefeita Rosana ao site Só Notícias.
Ao todo, 65 empresários farão parte da manifestação que está marcada para às 14h, com ponto de partida do estacionamento da Catedral e que vai percorrer as principais avenidas da cidade.
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