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Importação de defensivos agrícolas recua 6,8% em 2026
02 de Julho de 2026 as 17h 38min
Brasil importou US$ 4,28 bilhões em defensivos químicos entre janeiro e maio – Foto: Divulgação
As importações brasileiras de defensivos químicos somaram US$ 4,28 bilhões entre janeiro e maio de 2026, resultado que representa uma queda de 6,8% em relação ao mesmo período do ano passado, quando as compras externas alcançaram US$ 4,59 bilhões. Em volume, também houve retração. As importações passaram de 537,3 mil toneladas para 502,6 mil toneladas, uma redução de 6,5%, acompanhada pela queda dos preços médios dos produtos.
Os dados fazem parte do levantamento do CropData, plataforma de inteligência da CropLife Brasil, que ampliou suas funcionalidades para o segmento de defensivos químicos, oferecendo informações detalhadas sobre importações de produtos formulados, ingredientes ativos e comercialização no mercado interno.
Segundo a entidade, o cenário não indica redução da proteção das lavouras, mas sim uma reconfiguração das estratégias de compra adotadas pelos produtores rurais. De acordo com a CropLife Brasil, a principal mudança observada em 2026 é o avanço da participação dos defensivos genéricos — produtos pós-patente amplamente disponíveis no mercado internacional.
O gerente executivo da entidade, Renato Gomides, destaca que a combinação entre margens mais apertadas, aumento do endividamento rural, dificuldades de acesso ao crédito e crescimento das recuperações judiciais tem levado os produtores a buscar alternativas com melhor relação custo-benefício.
Além disso, Gomides ressalta que o longo prazo para aprovação de novas tecnologias no Brasil também influencia esse movimento. Segundo ele, a demora nos processos regulatórios reduz a oferta de produtos inovadores no mercado nacional, favorecendo a maior utilização de moléculas já consolidadas e disponíveis globalmente.
Entre os defensivos formulados importados, os herbicidas continuam sendo a principal categoria comercializada pelo Brasil. Nos cinco primeiros meses de 2026, esse segmento movimentou aproximadamente US$ 471 milhões, com volume de 112 mil toneladas, mantendo a liderança tanto em valor quanto em quantidade importada, apesar da retração em comparação com 2025.
Fonte: DA REPORTAGEM
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