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Incêndios em propriedades geram prejuízos aos produtores de MT
06 de Setembro de 2024 as 07h 47min
Impacto das queimadas é considerado devastador pelo setor produtivo – Foto: Divulgação
Mato Grosso vive um momento de seca, baixa umidade do ar e cerca de 150 dias sem chuvas. Esses fatores contribuem para o aumento de incêndios tanto em áreas florestais, quanto em propriedades rurais devido a palhada, considerada de suma importância para a safra que está chegando, e pastagem.
O impacto das queimadas é considerado devastador pelo setor produtivo de Mato Grosso, pois atrapalha os nutrientes no solo e reduz a produtividade.
Conforme o gerente de sustentabilidade da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Alexandre Glauco, o impacto com as queimadas é devastador porque atrapalha o solo e a produtividade nas lavouras.
“Isso mata a vegetação nativa, não só a área produtiva e acaba com fauna e flora. Atrapalha muito no monitoramento, na prevenção e em diagnosticar rapidamente os focos. Um incêndio de alta proporção que derruba uma rede de energia, de telefone pode deixar uma cidade inteira sem comunicação”, explica Alexandre.
Quando o assunto é incêndio, a conectividade também é um ponto chave uma vez que as estruturas podem cair, ao invés de ajudar os produtores na busca por prevenções e soluções. Diante dos problemas gerados pelo fogo, algumas ações efetivas são tomadas. Um exemplo disso, é a perfuração de poços artesianos para a extração de água na Transpantaneira. Ao todo, cerca de oito poços foram feitos.
A prevenção de incêndios no estado se inicia quando a estiagem começa em Mato Grosso. Alexandre frisa que no começo da estiagem a poda, o acero e a roçada já devem ser realizados. Isso porque, quando o local secar, a limpeza fará com que o fogo não se propague.
“Na Aprosoja-MT nós vamos ao campo junto com os produtores, sindicatos rurais, com a secretaria de meio ambiente fazendo o trabalho de conscientização e explicando que o fogo não é a melhor ferramenta para a produção, muito pelo contrário. Desde o início do ano nós fazemos esses trabalhos que são contínuos”, conta.
A limpeza de aceiros, nas margens das rodovias, é de extrema importância para evitar chamas adiante. O conflito nessa manutenção é a fiscalização ambiental nas áreas de reserva.
Fonte: DA REPORTAGEM - Canal Rural
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