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Inmetro flagra mais de 90 mil produtos irregulares
19 de Dezembro de 2025 as 16h 20min
Mais de 90 mil produtos com irregularidades – Foto: Divulgação
A Operação Natal Seguro, realizada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) em todo o país, identificou 90.386 produtos com irregularidades entre os mais de 725 mil fiscalizados ao longo do mês de novembro.
A fiscalização ocorreu entre os dias 3 e 28 de novembro, com apoio da Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade (RBMLQ-I), e teve como foco produtos de grande consumo no período de fim de ano, como brinquedos, luminárias decorativas, alimentos típicos e bebidas alcoólicas.
Os brinquedos concentraram o maior número de irregularidades. Dos 549 mil itens fiscalizados, 82,4 mil apresentaram problemas, principalmente pela ausência do selo de conformidade do Inmetro, que atesta que o produto passou por testes mínimos de segurança. Segundo o Inmetro, a falta do selo indica que o item pode representar risco, especialmente para crianças.
Outro destaque da operação foram as luminárias do tipo pisca-pisca, que também apresentaram irregularidades, em geral relacionadas à falta de informações obrigatórias nas embalagens, como dados do fabricante, potência, tensão e país de origem. O Inmetro alerta ainda para o uso correto desses produtos, respeitando a compatibilidade com a rede elétrica, o ambiente indicado (interno ou externo) e evitando proximidade com materiais inflamáveis.
Entre os alimentos, os maiores índices de irregularidade foram encontrados em produtos pré-embalados, como azeite, azeitonas, leite, panetones, frutas, chocolates, vinagre e bebidas alcoólicas.
Os maiores percentuais de não conformidade foram registrados em municípios de São Paulo, Santa Catarina, Amapá, Rondônia, Goiás e Maranhão. Os estabelecimentos autuados podem recorrer administrativamente, mas estão sujeitos a multas que variam de R$ 100 a R$ 1,5 milhão, conforme o grau da infração.
O Inmetro reforça que o principal objetivo da fiscalização é a segurança do consumidor e orienta que a população priorize produtos certificados, exija nota fiscal e desconfie de preços muito baixos. A avaliação do órgão é de que comprar produtos irregulares pode representar riscos à saúde e prejuízos ao consumidor.
Fonte: DA REPORTAGEM
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