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Intérprete de libras promove inclusão em aulas de robótica
28 de Setembro de 2023 as 05h 33min
Sala de recursos é o diferencial para estudantes com deficiência auditiva, visual, física ou intelectual
A Escola Estadual 9 de Julho, em Água Boa, tem se destacado por sua abordagem inclusiva e inovadora no ensino. Com uma sala destinada a atender estudantes com diferentes tipos de deficiência, a unidade tem investido na integração de todos os estudantes, promovendo a inclusão e a troca de experiências.
Uma das iniciativas que têm se mostrado bastante eficazes é a presença de uma intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) nas aulas de robótica educacional.
Além de proporcionar a oportunidade de aprender sobre tecnologia e programação, as aulas têm sido um meio facilitador para a comunicação entre os estudantes surdos, o professor e a coordenadora do programa de Robótica Educacional.
Conforme o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, a presença da intérprete durante as aulas tem possibilitado uma interação mais fluida e eficiente entre os estudantes surdos e os demais participantes.
“A intérprete traduz as informações e explicações fornecidas pelos professores e a coordenação, permitindo que todos compreendam e participem ativamente das atividades. Além disso, a troca de experiências entre os estudantes, independentemente de suas habilidades e limitações, tem enriquecido o ambiente de aprendizagem e fortalecido os laços de amizade e respeito mútuo", ressaltou.
O secretário ainda pondera que a iniciativa tem proporcionado mais inclusão digital, permitindo que os estudantes surdos tenham acesso a conhecimentos e habilidades tecnológicas.
SALA DE
RECURSOS
Equipada com recursos tecnológicos e adaptada para atender às necessidades dos estudantes com deficiência, a sala de recursos proporciona um ambiente inclusivo e acolhedor, onde todos os estudantes se sentem valorizados e respeitados.
Para Porto, a implementação das aulas de robótica educacional e a presença do intérprete de Libras são exemplos de como a escola tem buscado promover a inclusão e a igualdade de oportunidades para todos os alunos. “Essas iniciativas têm demonstrado resultados positivos não apenas no aprendizado dos estudantes, mas também no desenvolvimento de suas habilidades sociais e emocionais”, afirmou.
O estudante do 6º ano, Otávio Souza Coelho, de 11 anos, é um dos alunos que colocam em prática o que aprende nas aulas graças ao apoio da professora Suelene Pereira de Carvalho, intérprete de Libras, e da orientadora educacional do programa SimRobótica, Isabella Debastiani. A aula ainda tem o acompanhamento das professoras Vanessa Scherer e Siméria Cristina.
“Conhecer a língua de sinais é uma maneira de respeitar a forma como as outras pessoas se comunicam, e de dar espaço para que elas possam também se integrem à sociedade”, pontuou a orientadora. “A sala possui diversos materiais para a aprendizagem e alfabetização, a qual realizamos individualmente, e, desta forma, cada estudante recebe a apostila, a caixa Spike com os kits, além do tablet para o uso durante a aula”, acrescentou.
As aulas do SimRobótica, na Rede Estadual de Ensino, são alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e estimulam o pensamento computacional e o aprimoramento de habilidades e competências importantes para desenvolvimento humano e tecnológico.
Na avaliação da professora Suelene Pereira de Carvalho, essas características têm sido muito produtivas para os estudantes. “Os conteúdos são flexíveis e desenvolvidos de acordo com as necessidades de cada um. No caso do Otávio, ele tem a mim como intérprete de Libras para intermediar a comunicação dele com a professora, por exemplo”, observou.
Fonte: DA REPORTAGEM
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