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Interditada creche que não tinha nem vaso sanitário
08 de Maio de 2019 as 00h 00min
DA REPORTAGEM
Os pais que levaram os filhos para a creche municipal Maria Arlene Neves, em Tangará da Serra, foram surpreendidos pela interdição da unidade. A secretaria de Educação cumpriu uma determinação da Justiça, que acolheu uma denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), sobre as más condições do local.
A denúncia do MPE apontou que o centro de ensino, com a pintura desgastada, pisos quebrados, banheiros sem vasos sanitários e fiação elétrica exposta se tornou um local inadequado para abrigar as 256 crianças, com idades entre um e cinco anos.
Os funcionários da creche afirmaram que ratos foram encontrados nas salas de aula e na cozinha da unidade. Além disso, as fossas estão cobertas com restos de materiais de construção e outros entulhos estão espalhados próximos aos brinquedos das crianças. Diante do exposto, a Justiça acatou a solicitação do MPE e determinou o fechamento da unidade, no dia 29 de abril. Determinou ainda que os alunos sejam transferidos para outra escola.
Entretanto, os alunos foram mandados de voltar para casa, sem que fosse feita a transferência para outra unidade escolar. A Prefeitura informou que está organizando, junto com os pais, o remanejamento das crianças.
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