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Inter tem cobranças no vestiário e reunião com torcida organizada
11 de Abril de 2024 as 16h 58min
Jogadores do Inter deixaram o Beira-Rio com acompanhamento de seguranças — Foto: Tomás Hammes
O Inter eclodiu primeira crise de 2024 com o deprimente empate em 0 a 0 com o Real Tomayapo. Sem soluções em campo, o time encontrou a ira da arquibancada. Houve vaias ao término da partida e protestos no pátio do Beira-Rio. Enquanto isso, o vestiário teve um novo capítulo de cobranças e até uma insólita reunião entre o departamento de futebol e lideranças de torcidas organizadas.
Já era madrugada no estádio quando alguns colorados tiveram acesso à sala de imprensa. Os torcedores estiveram com o vice de futebol Felipe Becker e o diretor esportivo Magrão e discutiram sobre a situação do time e os resultados. Os dirigentes não escondiam o abatimento enquanto ouviam a entrevista coletiva de Eduardo Coudet, momentos antes, naquele mesmo local.
O episódio fica mais inusitado porque, minutos antes, houve protesto forte em frente ao portão 8. Os colorados adjetivaram o time de "fracassado" e pediram raça, entre outras cobranças. Não satisfeitos, subiram ao edifício-garagem e esperaram uma hora para cobrar os jogadores - sem sucesso.
Os atletas só saíram quando os inconformados já haviam dispersado, em grupos pequenos, escoltados por seguranças. O constrangimento era nítido por quem passava no trajeto até entrar nos carros e deixar o estádio.
Houve cobranças ásperas no vestiário. Porém, o técnico Eduardo Coudet ainda goza de prestígio e não corre risco de demissão. Em campo, todavia, mostrou incapacidade de furar o bloqueiro rival. À beira do gramado, colocava a mão no queixo, conversava com Lucho González e caminhava cabisbaixo.
TROPEÇO GERA
PRESSÃO
O Colorado estagnou nos últimos quatro jogos e chegou no que parece o momento mais baixo do ano com a vexatória atuação. O desempenho lembrou a derrota por 2 a 0 para o Globo e o empate em 1 a 1 com o Guaireña. Este último que resultou na demissão de Alexander Medina.
O argentino teve oito dias para treinar. Como sempre, com privacidade, sem pressão da torcida ou a imprensa para observar o que arquitetava, mas não apresentou uma inovação sequer. Ou melhor, até sim, com a preservação de alguns titulares mesmo com a longa inatividade.
Um time apático não construiu nada no primeiro tempo e tinha Alan Patrick apagado. Após o intervalo, partiu para a tentativa de marcar de qualquer forma, ainda que Coudet rechace a desorganização. Borré errou finalizações em escala industrial. Ainda impediu um gol de Hugo Mallo, ao ficar à frente do chute do espanhol.
O mais pitoresco é que o Inter tem apenas uma derrota na temporada, mas as atuações, desde a precoce eliminação no Gauchão alijam qualquer defesa. A cereja do bolo dos fiascos veio na noite de quarta. E a régua agora subirá. Afinal, no sábado começa o Brasileirão. O adversário? O Bahia de Rogério Ceni, com Éverton Ribeiro.
O presidente Alessandro Barcellos, que caminhava de um lado a outro durante a coletiva de Coudet, colocou o Brasileirão como prioridade, prometeu 38 finais e projetou 35 mil de média no Beira-Rio nas 19 partidas em casa. Terá que recolocar o vestiário nos trilhos.
Fica a interrogação se o apelo do mandatário será atendido. Quem observará a produção em campo e estará pronto para cobrar e deixar o ambiente ainda mais tenso caso a equipe volte a fraquejar. O sábado promete...
Fonte: DA REPORTAGEM
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