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Investimentos em imóveis: como está o mercado financeiro neste setor?
31 de Agosto de 2021 as 16h 11min
Entre os brasileiros, o investimento em imóveis é um dos mais tradicionais meios de aumentar o patrimônio. É muito comum ouvir o seguinte conselho: “compre imóveis porque é uma das melhores aplicações”. Esse tipo de ativo, realmente, possui muitos benefícios, afinal, além de proporcionar uma renda mensal provinda do aluguel ou de juros e dividendos, os imóveis físicos também servem de herança.
Se avaliarmos o passado de várias classes de investimentos, podemos observar o mercado imobiliário como uma das opções que manteve seu valor ajustado ao risco, oferecendo uma combinação de fluxo de caixa estável e com elevação de preço. É ainda avaliada pelos especialistas como um setor que protege o seu patrimônio contra a inflação, instabilidades políticas e econômicas.
Na Bolsa de Valores brasileira, a B3, encontramos os Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs), ativos destinados a aplicação em empreendimentos imobiliários, tanto residenciais, como comerciais. Esse segmento pode ser dividido em três categorias: Tijolos, Papéis e Híbridos. Nos Tijolos, o investidor aplica seu capital diretamente em imóveis físicos, como hotéis, shoppings e universidades, por exemplo.
O objetivo desses fundos é investir na aquisição, construção ou aluguéis de imóveis comerciais. Em troca, recebe-se uma renda mensal de aluguel para ser distribuída entre os cotistas. Já nos Papéis, o investidor adquire títulos recebíveis, através da LCI (Letra de Crédito Imobiliário) ou do CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários). Nessa categoria, o lucro do fundo vem dos juros e dividendos pagos por esses títulos, ou da venda deles. E na opção Híbrida, o fundo é composto com ambas as categorias.
Contabilizando-se todos os FIIs (Tijolo, Papel e Híbrido), a indústria brasileira alcançou o patamar de R$131 bilhões de valor de mercado de acordo com o Boletim Mensal da B3. Ainda, de acordo com o relatório da B3, o número de investidores pessoa física continua em ritmo de crescimento acelerado. O mês de julho de 2021 - último relatório divulgado - fechou com 1,438 milhão de investidores, sendo 1,397 milhão de investidores pessoas físicas, somando um crescimento de 1,60%, em referência ao mês de maio, além de um crescimento de 55,93%, em relação ao mesmo período de 2020.
O crescimento, apresentado nos números acima, refletem três importantes cenários no mercado imobiliário. O primeiro deles, com a taxa de juros em baixa, a facilidade por crédito atraiu não só compradores, como também investidores, que viram na aquisição de imóveis ou de fundos imobiliários uma opção com melhor rendimento e segurança do que outras modalidades de aplicação financeira.
Já a crise sanitária trouxe cenários negativos para o mercado – como o impacto em shopping centers e escritórios corporativos -, mas, também, possibilidades de crescimento - como para o segmento de galpões logísticos com o aumento do e-commerce no varejo brasileiro e a mudança do comportamento do consumidor no período.
Já em um cenário social, a pandemia gerou um efeito sobre a moradia e a relação com a residência: ao estar mais tempo em casa, em isolamento social, as pessoas passaram a valorizar diferentes atributos, que antes podiam ter menor importância, em uma residência. Essa nova percepção, aumentou a procura por novos ‘lares’, mais adequados a realidade da família.
Se a aplicação em imóveis já estava no radar dos investidores nos últimos anos, no pós-pandemia essa classe de ativos será um diferencial ainda maior para compor o portfólio de investimentos. Agora, só é preciso reconhecer as boas oportunidades!
RODOLFO BAGGIO É SÓCIO DA ALLEZ INVEST
Fonte: RODOLFO BAGGIO
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