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Quarta Feira, 09 de Setembro de 2026

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Júlio admite CPI sobre Oi, mas vê PF à frente da Assembleia

19 de Agosto de 2026 as 07h 33min

Deputado avalia que operação já reuniu elementos - Foto: Reprodução

A possibilidade de a Assembleia Legislativa de Mato Grosso instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso envolvendo a operadora Oi e operações de crédito consignado voltou ao debate.

O deputado estadual Júlio Campos (União), candidato à reeleição, afirmou que a Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal, pode ter antecipado parte da apuração que seria conduzida pelos parlamentares.

Antes da operação policial, deputados já articulavam a coleta de assinaturas para criar a CPI. Na quarta (12), conforme a contagem mencionada por Júlio, o requerimento reunia entre cinco e oito apoios. Outros parlamentares ainda poderiam aderir à proposta.

A deflagração da Heritage, porém, mudou o cenário. Para Júlio, a dimensão da investigação conduzida pela Polícia Federal precisa ser considerada antes de a Assembleia decidir se levará a CPI adiante. “Quando a Polícia Federal bate no toc-toc na sua porta, é porque ele já tá com muito conteúdo, muito estudo, muito quebra de sigilo, descoberto muita coisa”, apontou.

Apesar da avaliação, o deputado não se posicionou contra a comissão. Caso o requerimento avance e a CPI seja instalada, afirmou que está disposto a participar dos trabalhos. “Se a Assembleia entender que deve instalar, estou à disposição para participar e ajudar na apuração”.

Na avaliação do parlamentar, a eventual comissão teria papel de fiscalização política e acompanhamento dos fatos dentro das atribuições do Legislativo. As responsabilidades criminais, por outro lado, permaneceriam sob análise da Polícia Federal, do Ministério Público e do Judiciário.

A instalação da CPI ainda depende do número necessário de assinaturas e do cumprimento das exigências regimentais da Assembleia. Se criada, a comissão poderá aprofundar, no âmbito parlamentar, aspectos de um caso que já está sob investigação da PF e de outros órgãos de controle.

Fonte: DA REPORTAGEM

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