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Jayme articula vice para Lucimar e sinaliza recuo
04 de Fevereiro de 2026 as 13h 07min
Senador Jayme Campos reavalia corrida ao governo – Foto: Reprodução
A possibilidade de o senador Jayme Campos (União Brasil) indicar a ex-prefeita Lucimar Campos como vice na eventual candidatura de Wellington Fagundes (PL) ao governo do Estado passou a ser interpretada, nos bastidores, como um reposicionamento político diante do cenário de 2026.
Mais do que um gesto de aproximação com o PL, a sinalização também evidencia o enfraquecimento da relação do senador com o governador Mauro Mendes (União), que já tornou pública a preferência pela sucessão liderada pelo vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Dentro do próprio partido, Jayme tenta sustentar a tese de um “plebiscito” interno para viabilizar sua candidatura ao Palácio Paiaguás, mas encontra resistência da direção estadual da legenda, hoje alinhada ao projeto de continuidade do atual governo.
Esse contexto de isolamento empurra o senador para fora do núcleo de influência do Executivo estadual. Com uma trajetória iniciada ainda na Arena, Jayme costuma destacar que jamais perdeu uma eleição, acumulando seis vitórias em disputas majoritárias e proporcionais ao longo da carreira.
Entretanto, episódios anteriores mostram que recuos estratégicos também fazem parte de sua biografia política. Na eleição de 2018 ao Senado, por exemplo, Jayme garantiu a segunda vaga com uma diferença apertada de 55.727 votos, em um cenário de forte competição.
Pesquisas recentes, que indicam índices de rejeição próximos de 45%, reforçam a avaliação de aliados de que a pré-candidatura ao governo pode não se sustentar até o fim. Nesse contexto, a indicação de Lucimar Campos para a vice seria uma forma de manter influência na composição majoritária.
A leitura ganha força após a derrota do grupo político em Várzea Grande, principal reduto eleitoral da família Campos. O então prefeito Kalil Baracat (MDB), apoiado por Jayme, não conseguiu se reeleger, resultado atribuído, em parte, ao desgaste do domínio familiar na política local desde a década de 1950.
Outra interpretação nos bastidores aponta que a movimentação atual funciona como um “termômetro” para negociações futuras, com o senador buscando encerrar a carreira política em sua cidade natal, onde iniciou o primeiro mandato, em 1983.
O cenário se torna ainda mais desfavorável diante da articulação entre União Brasil e PL. Caso se consolide, a aliança deixaria a disputa ao governo com Pivetta e abriria espaço para José Medeiros (PL) na segunda vaga ao Senado, reduzindo ainda mais as alternativas eleitorais para Jayme Campos em 2026.
Fonte: DA REPORTAGEM
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