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Jogadores desfilam e comemoram o título com milhares de torcedores
Entre confirmação do título e chegada à festa na capital mineira, comemoração dura 10 horas
03 de Dezembro de 2021 as 07h 40min
Festa do Atlético-MG chega aos primeiros raios solares de sexta em BH — Foto: Guilherme Macedo
E o Galo ganhou, festejou e emocionou. A festa pelo bicampeonato brasileiro do Atlético-MG, em Belo Horizonte, começou ainda na noite de quinta-feira e continuou até o início da manhã de sexta. Por quase 10 horas, a capital mineira virou a Cidade do Galo e reuniu milhares de apaixonados.
A comemoração foi marcada pelo desfile em carro aberto dos campeões brasileiros e de uma festa que reuniu milhares de atleticanos na Praça Sete, na região Central de Belo Horizonte. Em vários pontos da cidade, torcedores se aglomeraram, e a grande maioria não usava máscara em meio à pandemia do novo coronavírus. A Prefeitura de Belo Horizonte foi questionada sobre a liberação do evento, mas até o fechamento da matéria não respondeu os questionamentos.
NO TRAJETO
A delegação do Galo deixou Salvador pouco depois de meia noite, após comemoração no gramado e no vestiário da Fonte Nova. Jogadores foram saudados ainda na saída do hotel na capital baiana e também fizeram festa no voo de retorno. Cantaram o hino do clube.
Os campeões brasileiros desembarcaram em Belo Horizonte por volta de 1h30 com centenas de atleticanos esperando-os no aeroporto. Antes de embarcarem no ônibus, saudaram a apaixonada torcida. Foram seguidos pelos fanáticos até a região da Pampulha, onde passaram a desfilar em carro aberto, do Corpo de Bombeiros, até a Praça Sete, ponto famoso de comemoração dos clubes mineiros.
Marcado por buzinaços e gritos de "bicampeão", o trajeto dos jogadores mais de duas horas. Os atletas chegaram a Praça Sete pouco depois das 4h, quando foi iniciada a festa com a torcida atleticana, já reunida há, pelo menos, sete horas. A torcida esperou pelos jogadores e festejou o título durante toda a noite ao som dos cantores Felipe Hott e Bell Marques. O Obelisco da Praça Sete, no coração de Belo Horizonte, foi coberto com uma bandeira nas cores preta e branca.
O clube não conquistava o Brasileiro há 50 anos, mas o fim do jejum veio com a vitória por 3 a 2, de virada, sobre o Bahia, na Fonte Nova. O título veio com três rodadas de antecipação.
A chegada dos jogadores do Galo à festa com a torcida foi marcada pelos gritos de "bicampeão". Jogadores e torcedores também cantaram o hino do clube, ainda sob a batuta de Bell Marques. O cantor de axé baiano ainda puxou a saudação a cada um dos jogadores do elenco, além do técnico Cuca.
Bell Marques só fechou o show por volta das 05h. Aí os torcedores começaram a se dispersar. Deixaram o local cantando o hino do Galo e felizes pelo título que muitos não tiveram, antes, o gostinho de sentir. Agora tem!
UNIÃO DE GERAÇÕES
Desde a hora do jogo, iniciada às 18h, de quinta, a festa dos atleticanos marcou a união de gerações. Muitas famílias presentes para aquilo que só seria o início da festa alvinegra. Foi o caso do avô, Eduardo Pinho, que foi para a festa na Praça Sete com filhas e netos. A emoção tomava conta de toda a família.
Também trouxe alegria aos pequenos atleticanos, como é o caso da Camila, de um ano e sete meses. Fã de Hulk. Para o pai Luciano, uma emoção ter comemorado o título ao lado da filha.
PROVOCAÇÕES
A comemoração atleticana também não deixou para trás as provocações aos rivais. Teve torcedor que lembrou do Flamengo, principal concorrente do Galo no Campeonato Brasileiro, mas que não foi páreo para a equipe de Cuca, Hulk e cia. “Cadê o Vapo, cadê?”, perguntou um atleticano durante a festa.
Também lembraram do Cruzeiro, principal rival do Galo e que continua na Série B. “Arerê, ê, ê, Cruzeiro vai jogar a Série B”, gritaram os atleticanos
NEM TUDO FOI FESTA...
A comemoração dos atleticanos por toda a Belo Horizonte não teve apenas cenas de festa. Alguns torcedores tiveram ferimentos superficiais por causa de bombas e foguetes acionadas durante a comemoração na Praça Sete e no bairro de Lourdes. Eles foram atendidos pelo Corpo de Bombeiros ainda no local.
Com a aglomeração na Praça Sete aumentando, os registros de incidentes também começaram a aparecer. Torcedores foram atendidos com ferimentos nos pés e braços. O Hospital João XXIII, maior pronto-socorro de Belo Horizonte, atendeu torcedores feridos durante o festejo.
Segundo relatos de funcionários do hospital, uma pessoa foi ferida com uma garrafa e outra com uma facada. A sala de triagem teve aumento no volume de atendimentos durante a madrugada.
Uma bomba feriu um torcedor que comemorava o título do Atlético-MG em frente à sede do clube, no bairro de Lourdes. De acordo com testemunhas, ele foi atingido na cabeça e foi socorrido para um hospital da região.
Policiais militares estiveram nos pontos onde havia concentração de torcedores. Durante a noite, a corporação disse que não foi comunicada por organizadores sobre a realização de shows na Praça Sete.
Fonte: DA REPORTAGEM
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