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Justiça anula cassação do mandato da vereadora Edna
23 de Novembro de 2023 as 16h 40min

A Justiça anulou a cassação do mandato da vereadora Edna Sampaio (PT), na quarta (22). Ela foi denunciada por quebra de decoro parlamentar. A decisão é do juiz Agamenon Alcântara Moreno Junior, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá.
A Câmara de Cuiabá seria notificada nesta quinta (23). A vereadora não havia se manifestado até o fechamento desta reportagem.
“Logo, considerando que foi desrespeitada a data limite de 90 (noventa) dias para a finalização do processo de cassação do mandato da parte impetrante, resta patente a nulidade da decisão da Câmara Municipal de Cuiabá que culminou em sua cassação, visto que a lei determina que, em tais casos, o processo deverá ser encaminhado ao arquivo, sem prejuízo de nova denúncia ainda que sobre os mesmos fatos", diz trecho da decisão.
A vereadora teve o mandato cassado no dia 11 de outubro, por denúncia de uma suposta “rachadinha” nas Verbas Indenizatória da ex-chefe de Gabinete. Foram 20 votos a favor e 5 ausências. A parlamentar não compareceu no plenário para fazer a defesa e alegou perseguição.
Foram abertos dois tempos de 15 minutos durante a sessão extraordinária, para que algum representante da vereadora se apresentasse para fazer a defesa. Após a ausência dos chamados, o presidente da Mesa Diretora, Chico 2000 (PL), nomeou um advogado servidor da Casa para fazer a defesa da vereadora.
O servidor e advogado, Pedro Nunes de Oliveira, fez a defesa de Edna e alegou que na lei não há nenhuma obrigatoriedade no uso da verba, e que os valores foram usados em projetos sociais. Foi elaborado um relatório pela Comissão de Ética, que pedia a cassação da vereadora. O documento recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Os vereadores votaram a aprovação do parecer da CCJ e, em seguida, pela aprovação do Projeto de Resolução.
“RACHADINHA”
Vazamentos de prints de conversas dela com a ex-chefe de gabinete, em maio deste ano, mostrou uma suposta “rachadinha” de valores de Verbas Indenizatórias. Conforme documento, em 2022, o a parlamentar recebeu pelo menos R$ 20 mil em transferências feitas pela ex-chefe de Gabinete, Laura Natasha. A ex-chefe foi exonerada no final do ano passado, quando estava gestante, e acabou sendo indenizada em R$ 70 mil. Ela ganhava R$ 7 mil de salário e mais R$ 5 mil de VI.
Fonte: DA REPORTAGEM
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