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Sábado, 11 de Abril de 2026

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“La Casa de Papel” toma injeção de propósito, emoção e adrenalina

Pacote de cinco episódios lançado pela Netflix é o melhor da série espanhola até hoje

10 de Setembro de 2021 as 07h 30min

Série é uma das mais assistidas no mundo todo – Foto: Divulgação

“La Casa de Papel” sempre foi muito boa em começos e fins - o seu calcanhar de Aquiles sempre foram os meios. O fenômeno espanhol conquistou o público com um senso forte de história e discurso, além dos planos mirabolantes do Professor e da natural adrenalina de uma trama de assalto, mas encontrava dificuldades sempre que precisava cumprir uma “cota” de episódios. Sempre que o imperativo de gastar um tempo no miolo da história fazia os roteiristas encherem a série de reviravoltas e melodramas que só serviam para enrolar o público e acumular mais minutos de streaming.

Natural, portanto, que a série floresça quando o seu final está marcado. Com 10 episódios para acabar de vez a história do bando de ladrões, La Casa de Papel não tem tempo, motivo e nem vontade de nos enrolar - e, ao menos a julgar por esse primeiro volume de 5 capítulos, ela é muito melhor assim.

Retornamos ao Banco da Espanha exatamente no momento em que paramos no fim da parte 4: Lisboa (Itziar Ituño) acaba de entrar no banco, enganando os policiais, e Alicia (Najwa Nimri) acaba de encontrar o esconderijo do Professor (Álvaro Morte) e apontar uma arma para ele. Sem o seu mentor do lado de fora, e com a sua única forma de retirar o ouro comprometida, os planos dos ladrões começam a ruir catastroficamente, e La Casa de Papel se vê operando em um modo inédito.

Isso porque, ao invés de ficar esperando pela próxima grande jogada do mestre das marionetes, o espectador é jogado de paraquedas no meio do desastre natural que é um assalto a banco (desse tamanho) levado no improviso. La Casa de Papel nunca foi tão violenta, épica e urgente quanto aqui, especialmente nos episódios “Você acredita em reencarnação?” e “Seu lugar no céu”, verdadeiras maratonas de tiroteios e emboscadas pelo Banco da Espanha.

Para comportar essa adrenalina, a série mais uma vez eleva o seu jogo técnico, o que já havia feito na transição entre as partes 2 e 3. A escala de destruição e o nível de design envolvidos nestes novos episódios, no entanto, não encontram precedentes em nada do que La Casa de Papel fez antes, e se comparam a muito pouco do que já foi feito na TV, como um todo.

Aqui, a série espanhola se torna um dos produtos de ação mais espertamente editados, fotografados (há alguns takes de assaltantes e policiais em meio aos escombros que são verdadeiramente lindos) e encenados do cenário televisivo.

Focada como está aqui, a série abandona o cinismo, escancara a sua óbvia afeição pelos personagens, e encontra neles arcos genuinamente tocantes de redenção, esperança, exaspero e subversão. Jogando fora as suas bobagens mais histriônicas, até por falta de tempo, se torna uma história que se movimenta mais rápido, mas também uma história que fala mais alto. O impulso de sair por aí cantando “Bella Ciao” nunca foi tão irresistível.

Fonte: DA REPORTAGEM

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