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“Leis rígidas não estão resolvendo”, lamenta presidente da Assembleia
27 de Junho de 2025 as 09h 19min
Declaração de Max foi dada após assassinato de empresária em Lucas – Foto: Divulgação
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), afirmou nesta quinta (26) que a classe política tem se sentido “de mãos amarradas” a respeito dos casos de feminicídio que têm ocorrido em Mato Grosso. Os deputados estaduais se reuniram com o governador Mauro Mendes (União) para tratar do assunto.
Apesar de a legislação penal ser atribuição da Câmara Federal e do Senado, Russi acredita que o Estado pode atuar no combate a este tipo de crime, sobretudo com conscientização.
“A Assembleia quer que o Governo de forma forte, intensa, entre nisso. Porque nós estamos nos sentindo amarrados. A gente não está vendo avanço. Cada dia uma fatalidade, cada dia um crime mais violento contra as mulheres. Isso vem acontecendo em todos os municípios de Mato Grosso e constantemente”, afirmou logo após o encontro.
A reunião ocorreu após a morte da empresária Gleici Keli Geraldo de Souza, 42, que foi assassinada a facadas pelo marido, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson. O homem também esfaqueou a filha do casal, de apenas 7, que está internada em estado grave em Cuiabá.
Ela é a 24º vítima de femicídio apenas esse ano em Mato Grosso. Ao comentar o caso, Max classificou o crime como “bárbaro” e ressaltou o fato das leis mais duras contra feminicídas não estarem surtindo efeito.
O Pacote Antifeminicídio, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PSD), foi sancionado em 2024. A nova lei transforma o feminicídio em crime autônomo, aumenta a pena para 20 a 40 anos de prisão, e endurece regras para progressão de regime, exigindo que o condenado cumpra ao menos 55% da pena antes de solicitar benefícios.
Fonte: DA REPORTAGEM
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