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LUCAS DO RIO VERDE: Vaz fala dos desafios dos primeiros meses de mandato
O prefeito contou dos esforços na pandemia, como também de projetos de crescimento
17 de Junho de 2021 as 06h 30min
Foto: Divulgação
CLEMERSON SM
clemersonsm@msn.com
Prestes a completar seis meses de seu primeiro mandato como prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz (Cidadania), conversou com a reportagem do Diário do Estado MT, e falou dos desafios desse começo de mandato iniciado sob uma pandemia, que fez com que a atenção voltada à saúde fosse redobrada.
Vaz abordou também que mesmo com a pandemia os investimentos continuaram e destacou os projetos voltados à habitação e infraestrutura urbana que estão elevando o potencial econômico de Lucas do Rio Verde. Outro ponto de destaque apontado por Vaz foi o baixo índice de desemprego no município.
Durante a entrevista ele falou da relação com as esferas do poder em âmbito estadual e federal. Como fato de praticamente Lucas do Rio Verde ter hoje representantes em praticamente todos os pontos de poder.
Por fim, ele falou como é a relação dele com a nova legislatura da Câmara Municipal de Vereadores. Confira então os detalhes dessa importante entrevista com o prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz.
Diário do Estado: Como foi assumir a administração de uma cidade tão importante como é Lucas do Rio Verde, no meio de uma pandemia?
Miguel Vaz: Foi um grande desafio, porque nós recebemos o município com a situação ainda que grave, mas não era aquele nível elevado de ocupação de leitos de UTI. Então ao longo dos primeiros trinta dias a situação começou a se agravar muito e a gente teve que tomar várias ações, entre elas a de colocar à disposição nosso Hospital São Lucas que é uma filantropia, que não é um hospital particular e nem municipal, colocando uma estrutura de dez leitos de UTI covid à disposição não só da cidade, como do estado.
DE: E como se deu o diálogo com o governo do estado e a secretaria estadual de saúde?
MV: Essa uma foi das articulações que tivemos junto ao governo do Estado e o secretário estadual de saúde [Gilberto Figueiredo]. Em um segundo momento a situação continuou sendo grave, a gente colocou o nosso serviço PAM, que é o Pronto Atendimento Municipal, como utilidade sentinela da covid e ocupamos ele com quinze leitos de enfermaria equipados com oxigênio, então foi outra medida que a gente tomou como preventiva nessa unidade sentinela, para que a gente pudesse estancar esse número de pacientes que tivessem a necessidade de serem hospitalizados. E com essas duas ações, mais campanhas de conscientização mais decretos de restrição de horário de acordo com o que o Estado foi colocando, a gente foi aprimorando aqui, e com isso, conseguimos, digamos assim, manter a situação controlada. E para que essa estabilização continue é necessário muito cuidado, hoje nós estamos ainda com os dez leitos de UTI tomados e nós temos ainda 20 pacientes de Lucas do Rio Verde em UTI [até o relatório do dia 14/06], então eles estão em outros locais como Nova Mutum, Sinop e Sorriso, então a situação merece todo cuidado e o munícipio de Lucas do Rio Verde, olhando para os números conseguiu se manter com uma taxa um pouco menor que a do Estado, mas quando se trata de mortes, ninguém quer que aconteça.
Esse é o grande desafio, aprendemos muito com isso tudo, mas o que a gente fez, a minha grande preocupação era não deixar que falte leito de UTI para um luverdense.
DE: Isso acabe deixando a população mais tranquila, sabendo que ela estará assistida caso necessite.
MV: Perfeito, não deixamos também faltar nenhum medicamento, como também a gente realizou um mutirão, arrecadamos pela iniciativa privada, um valor para a aquisição de cinco mil unidades de teste rápido, aquele que o resultado sai em 15 minutos, então o resultado sai muito rápido e aí o tratamento poderia ser começado imediatamente, e isso ajudou muito para a nossa tomada de decisão no enfrentamento à covid-19.
DE: Por conta de toda essa atenção que foi precisa ser dada à pandemia o quão as iniciativas do plano de governo para esses primeiros seis meses de mandato foram prejudicadas?
MV: Eu diria é que a consequência... nós temos a cobertura de 100% na atenção básica no que se refere à saúde pública, nós colocamos à disposição recursos extraordinários para a própria fundação de saúde, para não deixar faltar medicamento para quem estivesse internado no hospital.
Agora consequentemente por conta dessa tensão total da covid as cirurgias eletivas do sistema acabaram atrasando todas, então aquilo que tínhamos como pré-estabelecido, como evitar que houvesse qualquer tipo de fila de espera para cirurgias infelizmente não aconteceu, porque tanto o hospital daqui, quanto de outros lugares acabaram priorizando o atendimento à covid e isso prejudicou um pouco as cirurgias eletivas. Esse foi um dos pontos que teve.
DE: E sobre os projetos de grande impacto?
MV: Agora quanto aos projetos macro do plano de governo eles não foram totalmente afetados, eles estão em curso. Um dos pontos mais fortes era dar uma atenção maior para a área de habitação, então esse projeto está em andamento, ainda que não tenha sido aportado o recurso, mas os trâmites continuaram sendo seguidos normalmente, então a gente está dando esse foco na área da habitação.
Já na infraestrutura urbana, melhorias de ruas, bairros, estamos executando normalmente, não houve nenhuma interrupção por conta dessa situação [pandemia], porque a economia do município ela está consideravelmente acima das receitas, comparado ao ano passado.
Ou seja, uma melhora de crescimento na receito comparado ao ano passado e isso quer dizer que nos dá uma condição de colocar em prática a execução dos nossos projetos que estavam dentro do plano de governo.
DE: Ainda sobre a questão de arrecadação, o IPTU é a principal fonte de arrecadação dos municípios, alguns inclusive tiveram muita dificuldade neste ano por conta da pandemia. No caso de Lucas do Rio Verde, como o munícipio está indo com a arrecadação de 2021?
MV: Estamos indo bem, a nossa campanha do IPTU ficou para o mês de maio e nós estamos tendo uma condição boa, considerada para o momento em que vivemos. Não houve grandes inadimplências e apenas quantidade menor de pagamento em parcela única, mas ele está acontecendo normalmente, então não houve esse recuo.
DE: O desemprego chegou a assustar nesse período?
MV: Nós estamos com uma taxa pequena de desemprego, girando em torno de 5%, o que é um bom para nível Brasil. A construção covil que é uma grande colhedora de empregos, voltou a se fortalecer nos últimos 90 dias aqui no munícipio e siso faz que continue essa demanda forte por mão-de obra. E isso permite que a gente continue avançando nos principais projetos.
DE: Um outro ponto importante também para conquistar recursos para o munícipio é manter um bom relacionamento com as esferas estadual e federal. Como está a relação da sua gestão com o Paiaguás e o Planalto?
MV: Nós temos aqui em Lucas do Rio Verde a maior representatividade política da história talvez, certo?
Temos aqui o nosso vice-governador Otaviano Pivetta, que já foi prefeito por três mandatos, no último [2013 a 2016] eu estive como vice-prefeito. Mas nós temos também aqui um deputado federal, Neri Geller (Progressistas), temos um senador da Reública, Carlos Fávaro (PSD), e ainda tínhamos até um tempo atrás um deputado estadual, Silvio Fávero (PSL), [morto em março deste ano em decorrência da covid-19]. Então a representatividade continua muito forte. Então a minha relação tanto no âmbito federal quanto estadual é muito boa, tanto com o governador Mauro Mendes, como também com o vice-governador Otaviano Pivetta e com o nosso deputado Neri Geller, e o senador Carlos Fávaro, então tenho uma relação muito tranquila com os nossos representantes do município.
DE: E na questão local com a Câmara de Vereadores, como está essa relação com a nova legislatura?
MV: Bom, nós temos aqui da nossa base a maioria de cinco vereadores [A Câmara de Lucas do Rio Verde é composta por nove vereadores], e a nossa relação com o legislativo é muito boa, considerada realmente boa, nós não tivemos nenhum projeto dos que foram apresentados que tenham tido resistência. Em debate normal, todos eles foram aprovados, inclusive pelos vereadores da oposição. Então é uma relação boa, institucional, com todo o respeito é independente como o Legislativo merece e tem na independência dos poderes. A minha estratégia é o diálogo mesmo, tenho feito isso com certeza frequência, me reunido com os vereadores e tenho dado total atenção para o que eles que precisam falar com o Executivo. Não tenho do que reclamar.
DE: Quando a gente vê em uma cidade onde situação e oposição conseguem sentar e dialogar, quem ganha é a população.
MV: Exatamente. A Câmara teve uma grande renovação. De nove foi eleito apenas um. Então a proposta vem desde o início da primeira reunião que eu fiz como representante do Executivo com o Legislativo, que eu sempre fui claro em dizer que era a grande oportunidade para que a gente pudesse ser poderes que possam contribuir para a construção do município, essa visão sempre se construir não importando quem está no Executivo, ou se é da outra base política, se não é da base do Executivo, não importa, o que importa é o município. Então você tem que ajudar a construir e quem vai ganhar, com certeza, é a sociedade.
Sugestão de olho 1: “Nós estamos com uma taxa pequena de desemprego, girando em torno de 5%, o que é um bom para nível Brasil”
Sugestão de olho 2: “A minha estratégia é o diálogo mesmo, tenho feito isso com certeza frequência, me reunido com os vereadores e tenho dado total atenção para o que eles que precisam. Não tenho do que reclamar”
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