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Mãe que deu à luz em casa espera há dois meses por teste de maternidade
23 de Agosto de 2022 as 18h 00min
Jovem precisa provar que é a mãe da criança para conseguir registrá-la – Foto: Divulgação
Amanda Coelho de Jesus, de 23 anos, mora em Cuiabá e espera há dois meses por um teste de maternidade. A jovem teve a bebê em casa sem saber que estava grávida e, por isso, precisa provar que é a mãe da criança. Mas ela não possui recursos financeiros para realizar o teste de DNA e solicitou o exame na Justiça.
Ela recorreu ao Ministério Público, que solicitou a realização do exame pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A Justiça acatou e enviou o pedido à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da capital para que eles realizassem o exame. Essa determinação foi encaminhada no dia 13 de junho e, até o momento, a secretaria não respondeu.
A mãe da criança relatou que espera ansiosa pela realização do exame, pois até o momento, a bebê não pôde ser registrada por não ter a comprovação da maternidade.
"A Ani está com quatro meses, conseguiu tomar as vacinas, mas até agora não tem documento nenhum. A Infância e Juventude ficou de trazer uma intimação para a realização do exame, mas até agora nada. A gente liga, mas eles não têm muitas respostas" explicou.
Em nota, a Corregedoria-Geral da Justiça do Estado de Mato Grosso informou que o processo corre em segredo de Justiça, por envolver menor de idade e que não é possível passar mais informações sobre o caso. Ainda segundo a Corregedoria-Geral, a secretaria deve realizar o exame e foi notificada, na sexta (19), por não responderem sobre o caso.
Em nota, a Secretaria de Saúde confirmou que recebeu um ofício via e-mail no dia 19 de agosto, mas disse que não foi identificada no processo no polo passivo. “A Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá estranha esse pedido, uma vez que esse serviço não é cobrado pelo SUS”, diz o documento. Veja nota na íntegra ao final da reportagem.
ENTENDA O CASO
Amanda deu à luz a uma menina em casa enquanto estava sozinha e sem saber que estava grávida. Ela mora junto com a mãe no Bairro Silvanópolis, em Cuiabá.
A mãe de Amanda, a cozinheira Naira Rosania Soares Coelho, de 39 anos, contou que quando chegou em casa, a filha disse que a bebê estava no quarto. A própria gestante cortou o cordão umbilical da criança. Segundo Naira, a filha tem um cisto no ovário, o que deixa a menstruação desregulada.
Além disso, ela tem sobrepeso e, por isso, a família não percebeu a gravidez. “Quando eu vi a criança, fiquei surpresa, mas claro que apoiei a minha filha. Até porque ela quis ficar com a neném e muitas mães às vezes nem querem os filhos”, disse.
Por não saber que o bebê estava a caminho, a família não havia preparado nenhum tipo de enxoval ou tinha qualquer vestuário que pudesse ser usado pela criança recém-nascida. Quando a avó recebeu o dinheiro da aposentadoria, ela comprou o básico que a criança precisava, como fraldas e roupas.
Logo em seguida, Naira e Amanda foram a um hospital de Cuiabá. Lá um dos médicos fez todo o procedimento necessário para certificar que a criança havia nascido da jovem e em seguida, mãe e filha foram encaminhadas para o Conselho Tutelar, que emitiria um documento que permite o registro no cartório.
No entanto, mãe e filha precisaram ir ao Conselho Tutelar para conseguir um documento que seria essencial para fazer a certidão de nascimento no cartório. No entanto, o Conselho Tutelar falou que só vai emitir esse documento se elas fizerem um teste de DNA para comprovar que a bebê é mesmo filha de Amanda.
Fonte: DA REPORTAGEM
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