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Manejo correto da planta de cobertura na entressafra faz toda a diferença
20 de Julho de 2026 as 06h 25min
Fatores determinam o desempenho do sistema produtivo na safra seguinte – Foto: Divulgação
Quem já enfrentou dificuldades para implantar uma lavoura sobre uma cobertura excessivamente alta sabe que produzir muita biomassa, por si só, não garante eficiência. A semeadora encontra maior dificuldade para cortar a palhada, aumentam os riscos de embuchamento, a deposição das sementes perde uniformidade e toda a operação tende a ficar mais lenta. Muitas vezes, o problema não está na espécie utilizada, mas na ausência de um manejo planejado ao longo do desenvolvimento da palhada.
As plantas de cobertura conquistaram espaço definitivo nos sistemas de produção brasileiros. Muito além de proteger o solo, elas contribuem para a ciclagem de nutrientes, o aumento da matéria orgânica, a melhoria da infiltração de água, a redução da compactação e a formação de ambientes mais resilientes às oscilações climáticas. No entanto, para que todos esses benefícios sejam plenamente alcançados, um fator muitas vezes passa despercebido: o manejo realizado durante a entressafra.
É comum associar um grande volume de biomassa a uma cobertura mais eficiente. Mas essa lógica nem sempre se confirma no campo. Quando a planta cresce sem acompanhamento e permanece por longos períodos sem intervenção, o excesso de massa aérea pode comprometer justamente a eficiência que se busca. Surgem touceiras mais desenvolvidas, acúmulo de material senescente e irregularidade na distribuição da biomassa. Isso reduz a qualidade da cobertura, dificulta as operações agrícolas e limita o aproveitamento de todos os benefícios agronômicos.
É justamente nesse ponto que o manejo faz a diferença. De acordo com Lara Gabriely Silva Moura, zootecnista e coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento da SBS Green Seeds, empresa especializada em sementes para pastagens, plantas de cobertura e agricultura regenerativa, responsável pela marca Semembrás, tradicional no segmento de sementes, o segredo para equilibrar esse crescimento está no manejo realizado antes da dessecação. Isso porque, ao reduzir parte da massa aérea, a planta responde fisiologicamente com a emissão de novos perfilhos e a renovação do sistema radicular.
Esse processo mantém as raízes ativas por mais tempo, favorece a formação de bioporos, amplia a incorporação de matéria orgânica em profundidade e estimula a atividade biológica do solo. “Ao longo dos ciclos produtivos, esses fatores contribuem para melhorar a estrutura física do solo, aumentar a infiltração e o armazenamento de água e criar condições mais favoráveis para o desenvolvimento das culturas comerciais”, destaca a especialista.
Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA
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