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Mato Grosso deve receber menos chuva semana que vem
Chuva mais intensa que o normal continuará pendendo para o PR, MS, SP, GO e ES
26 de Janeiro de 2022 as 06h 30min
Mato Grosso, Norte e parte do Matopiba vão receber menos chuva que o normal – Foto: Divulgação
A chuva começa a espalhar pelo Brasil novamente a partir desta quarta (26), com uma frente fria que vai romper o bloqueio atmosférico. Já não há previsão de tantas áreas com precipitação abaixo da média como na semana passada.
No Norte e no Nordeste, linhas de instabilidade associadas a um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis e a Zona de Convergência Intertropical deixam o tempo mais fechado e chuvoso a partir do meio da semana também. Embora o acumulado previsto não seja tão elevado, esperam-se chuvas mais persistentes em Mato Grosso e Goiás a partir da sexta (28), diminuindo o ritmo de colheita nos dois estados.
Além disso, a partir da quinta (27), a frente fria vai estacionar entre o norte de Santa Catarina e o litoral do Paraná, organizando chuva no oeste e sul de Mato Grosso do Sul e interior paranaense. A precipitação chega tarde para os estados, pois muitas lavouras já não conseguem alcançar seu potencial produtivo. A temperatura máxima promete cair para menos de 20 °C em Curitiba na sexta-feira, valor que foi visto pela última vez no dia 9 de janeiro. No Rio Grande do Sul, apesar da mudança do tempo e queda de temperatura, a chuva será bem mais irregular.
PRÓXIMA SEMANA
Na semana que vem, a chuva mais intensa que o normal continuará pendendo para o lado sul do Brasil, alcançando o Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, sul e sudeste de Goiás e o Espírito Santo. Por outro lado, o Norte, Mato Grosso e parte do Matopiba vão receber menos chuva que o normal.
“Aliás, a previsão para fevereiro é de chuva acima da média no norte do Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, sul de Goiás e de Mato Grosso, em Minas Gerais e Espírito Santo”, diz o meteorologista do Agroclima, Celso Oliveira.
Já boa parte das regiões Nordeste e Norte terão menos chuva que o normal e calor acima da média histórica. Apesar do La Niña, a temperatura do Oceano Atlântico não será elevada o suficiente para a migração da Zona de Convergência Intertropical pela costa norte do país.
SOJA E MILHO
A colheita da soja em Mato Grosso avança dentro da média dos últimos cinco anos, alcançando pouco mais de 13% das áreas instaladas, de acordo com o Imea. No Paraná, a colheita alcançou 4% das áreas. Mais da metade das áreas a serem colhidas estão em condições medianas ou ruins. No Rio Grande do Sul, 30% das áreas estão em floração e 7% em enchimento de grãos. Há plantas que estão morrendo pelo calor e pela estiagem ainda no início de desenvolvimento. Além do Rio Grande do Sul e Paraná, há perdas pela estiagem em Santa Catarina e em Mato Grosso do Sul.
No milho, um bloqueio atmosférico formou-se sobre a Argentina e impede o avanço das frentes frias chuvosas pelo Brasil. No Sul, a situação pouco mudou, já que a região passa por estiagem desde novembro. Porém, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste viram as precipitações enfraquecerem consideravelmente nos últimos dias. O novo cenário ajuda a acelerar a colheita da primeira safra e a instalação da segunda safra.
Em Mato Grosso, a instalação vai acontecer de forma bem mais antecipada que no ano passado. De acordo com o Imea, 1,57% das áreas foram instaladas. No Paraná, de acordo com o Deral, boa parte da colheita da primeira safra de milho vai acontecer no início de fevereiro. A tendência é de perdas significativas pela estiagem. Além disso, 2% da área total estimada foi instalada com a segunda safra de milho.
Fonte: DA REPORTAGEM
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