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Quarta Feira, 01 de Julho de 2026

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Mato Grosso vai à COP30 com metas e cobrança global

11 de Novembro de 2025 as 06h 36min

Evento começaou ontem, em Belém (PA) – Foto: Assessoria

Com o início da COP30 ontem (11), em Belém (PA), Mato Grosso chega à conferência com o discurso afinado entre resultados ambientais e força produtiva. A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirma que o estado quer mostrar ao mundo que é possível conservar e gerar riqueza ao mesmo tempo.

Segundo Mauren, o objetivo é “devolver a cobrança” aos países mais poluentes e reforçar o papel do Brasil — e especialmente de Mato Grosso — como exemplo de equilíbrio entre agronegócio e preservação. “Não podemos mais aceitar a culpa pelo aquecimento global. Ela não é do Brasil, e muito menos de Mato Grosso”, declarou.

A secretária destacou que o estado ainda mantém 60% do território preservado, ao mesmo tempo em que figura entre os maiores produtores de alimentos do planeta. “Se fôssemos um país, seríamos o oitavo maior produtor mundial, mas com responsabilidade ambiental”, afirmou.

Para Mauren, a COP30 precisa marcar uma virada concreta nas ações globais de sustentabilidade. “Essa deve ser a COP da implementação”, disse, ao cobrar dos países ricos recursos efetivos para financiar projetos de descarbonização e restauração ambiental.

Ela criticou o discurso de nações desenvolvidas que, segundo ela, “fazem investimentos ínfimos em países que preservam e ainda tentam justificar seus modelos insustentáveis de produção”. Para a secretária, “é hora de exigir implementações reais e não apenas promessas”.

O estado deve apresentar na conferência o avanço do programa MT Carbono Neutro, voltado à neutralização das emissões de gases de efeito estufa até 2035. Entre as iniciativas, estão o projeto de tokenização florestal, que prevê investimentos de US$ 100 milhões, e a meta de desmatamento ilegal zero até 2030.

Mauren também deve destacar ações em andamento, como o monitoramento e combate ao desmatamento químico no Pantanal e a redução de áreas de pastagem com aumento de produtividade. Segundo ela, Mato Grosso “tem feito sua parte” e agora quer ver o mesmo compromisso por parte das grandes potências.

Fonte: DA REPORTAGEM

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