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MATURIDADE Deputados de MT são contra judicialização de cobrança
07 de Setembro de 2019 as 07h 00min
Líderes pedem maturidade de Mauro e Emanuel – Foto: Divulgação
DA REPORTAGEM
Deputados estaduais, tanto base como oposição ao Governo, criticaram medida anunciada pelo secretário de Saúde de Cuiabá, Luiz Antônio Possas de Carvalho, que notificou o Estado para que pague R$ 68 milhões para a Saúde da Capital. Os parlamentares reconheceram o direito do município em receber os valores, provenientes de dívida herdada da gestão de Pedro Taques, mas pediram que a situação não seja pessoalizada, em razão da crise na relação entre Emanuel Pinheiro e Mauro Mendes.
“É uma maneira [de promover retaliação política], porque o Governo está fazendo de tudo para cumprir as dívidas deixadas pelo Governo passado, que são mais de R$ 600 milhões só na área da Saúde. Não é só Cuiabá, são vários municípios. Se ele [Emanuel] quer fazer realmente, é um direito dele recorrer à Justiça, mas ele tem que pensar também que isso irá refletir em outros municípios. Cuiabá não foi o único prejudicado pela gestão do Governo passado que não foi eficiente”, defendeu Dilmar Dal’Bosco (DEM), líder de Mendes na Assembleia Legislativa.
Na semana passada Emanuel cobrou publicamente o pagamento de R$ 142 milhões, uma parte relativa a serviços pactuados ainda na gestão do ex-governador Pedro Taques e que não foram repassados para Cuiabá e a outra parte referente aos R$ 82 milhões da emenda parlamentar para equipar o Hospital Municipal de Cuiabá.
Emanuel nega que a cobrança tenha cunho político e sustenta que não precisar ser “amiguinho” de Mauro para que o Governo cumpra com seus deveres. O relacionamento entre os dois tem sido conturbado desde a eleição passada, quando Emanuel, mesmo sendo de um partido aliado à candidatura de Mauro, manifestou apoio ao então candidato Wellington Fagundes.
O deputado Lúdio Cabral pediu maturidade de ambos. “A Prefeitura tem o direito de receber esses recursos e o Estado tem uma dívida com o município. A melhor solução para isso é dialogo e entendimento. O prefeito e o governador são bem maduros e têm condições de sentar à mesa e encontrar uma equação para isso sem que haja necessidade de judicialização”.
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