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Mauro Mendes chama operação de ataque eleitoral
08 de Agosto de 2026 as 10h 47min
Em vídeo, ele critica adversários e nega irregularidades - Foto: Reprodução
O ex-governador Mauro Mendes afirmou que a Operação Heritage tem motivação política e classificou a investigação da Polícia Federal como uma tentativa de interferir no cenário eleitoral de 2026.
Em vídeo divulgado após o cumprimento das medidas cautelares autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, o chefe do Executivo negou qualquer irregularidade e atribuiu a ofensiva a adversários políticos. “Está claro que esses adversários políticos têm a clara intenção de usar isso como instrumento político para tentar me prejudicar”, declarou. Segundo ele, a investigação foi aberta a partir de uma denúncia baseada em “mentiras” e “inverdades”.
Mauro Mendes afirmou que o acordo de R$ 308 milhões firmado entre o Estado e a Oi foi conduzido pela Procuradoria-Geral do Estado e passou pelo crivo de diferentes órgãos de controle. “Esse acordo passou por diversos procuradores, foi homologado pela Justiça, analisado como legal e vantajoso pelo Tribunal de Contas, Ministério Público de Contas e Ministério Público Estadual. Portanto, o pagamento feito pelo governo foi correto e está dentro da legalidade”, disse.
O ex-governador também negou qualquer vínculo entre ele, seus familiares e os fundos de investimento que receberam os recursos decorrentes do acordo. “Os fundos que receberam esse recurso não têm nenhuma relação comigo ou com qualquer membro da minha família”, afirmou.
Na manifestação, Mendes direcionou críticas ao ex-governador Pedro Taques, à deputada estadual Janaina Riva, ao senador Carlos Fávaro e ao senador Jayme Campos. Segundo ele, os adversários vinham antecipando, nos bastidores, a realização da operação. “Nos últimos meses, os meus adversários estiveram em Brasília fazendo pressões e anunciando que em breve aconteceria essa operação. Muitas vezes falaram isso para a imprensa e nos bastidores da política de Mato Grosso”, declarou.
O governador relacionou o momento da investigação ao calendário eleitoral e às recentes movimentações políticas envolvendo possíveis candidaturas ao Governo do Estado e ao Senado. “Temos uma operação como essa faltando exatamente 60 dias para as eleições. Isso é brincar com a inteligência do povo mato-grossense”, afirmou.
Fonte: DA REPORTAGEM
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