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Sexta Feira, 09 de Outubro de 2026

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Mauro Mendes e José Medeiros são eleitos senadores por Mato Grosso

05 de Outubro de 2026 as 10h 18min

Mauro Mendes foi eleito com 33,21% dos votos e Zé Medeiros com 27,35%

Mauro Mendes (União) e Zé Medeiros (PL) foram eleitos senadores por Mato Grosso. Com 100% das seções apuradas, eles tinham 1.187.352 votos (33,21%) e 977.777 votos (27,35%), respectivamente. Em 2026, foram eleitos dois senadores em cada estado e no Distrito Federal, para renovar 54 das 81 cadeiras. Por isso, cada eleitor votou em dois candidatos diferentes.

Ao todo, foram 3.575.264 votos válidos. Segundo o TSE, foram 233.512 votos em branco e 290.660 nulos. O estado também apresentou 585.274 abstenções.

Para Mauro Mendes, este será o primeiro mandato no Senado. Empresário do setor metalúrgico, iniciou a trajetória política após atuar em entidades representativas da indústria, tendo presidido a Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) e o Sistema Sesi/Senai no estado, além de exercer a vice-presidência da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Natural de Anápolis/GO, foi eleito prefeito de Cuiabá em 2012, cargo que ocupou até 2016. Em 2018, foi eleito governador de Mato Grosso e reeleito em 2022. Em março de 2026, deixou o governo estadual para disputar nas eleições deste ano.

Zé Medeiros (PL) é policial rodoviário federal, advogado e formado em Matemática. Natural de Caicó/RN, tem base política em Rondonópolis. Assumiu o mandato de senador em 2015 na condição de primeiro suplente de Pedro Taques, após a posse deste como governador de Mato Grosso.

Em 2018 e 2022, foi eleito deputado federal por Mato Grosso. Ao longo da trajetória política, integrou comissões permanentes do Senado, foi vice-líder do governo Michel Temer na Casa e disputou a presidência do Senado em 2017. Em 2022, teve as redes sociais bloqueadas por decisão da Justiça Eleitoral após publicações relacionadas às manifestações pós-eleitorais.

REVIRAVOLTA

Durante a campanha, Mauro Mendes aparecia liderando as pesquisas seguido de Janaina Riva (MDB). Na primeira pesquisa Quaest divulgada em 25 de agosto. Mauro tinha 24% na pesquisa estimulada, enquanto Janaina tinha 18%. Em terceiro lugar ainda aparecia Pedro Taques (PSB) com 8% e Zé Medeiros estava em quarto colocado, com 6%.

Na pesquisa seguinte, divulgada em 25 de setembro, o cenário era semelhante: Mauro Mendes (União): 27%; Janaína Riva (MDB): 19%; Pedro Taques (PSB): 9%; Zé Medeiros (PL): 9%. Já na última, divulgada sábado (3), Zé Medeiros subiu uma posição: Mauro Mendes (União): 37%; Janaina Riva (MDB): 23%; Zé Medeiros (PL): 17%.

“ORA PARA ALIENÍGENA”

Após dizer que seu eleitor "ora para alienígena e bebe detergente", José Medeiros (PL-MT) ganhou a disputa por uma vaga no Senado em Mato Grosso com 27,53%, com 86,08% das urnas apuradas. Em setembro, falas do deputado federal vazadas de uma conversa entre ele e o prefeito de Diamantino Francisco Mendes (União), viralizaram nas redes sociais ao mostrarem o bolsonarista ironizando os próprios eleitores.

“O meu eleitor é aquele eleitor que ora para alienígena e bebe detergente”, diz Medeiros na mensagem que teria sido encaminhada a Mendes, irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

A menção a alienígenas é uma referência aos vídeos nos quais apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apareciam apontando celulares para o céu nas manifestações posteriores à derrota nas urnas em 2022. Já a citação sobre “beber detergente” diz respeito aos vídeos nos quais bolsonaristas apareceram defendendo o uso dos produtos da marca Ypê, cuja produção foi suspensa por determinação da Anvisa em maio.

Obtido pela imprensa local, o áudio viralizou nas redes e fez com que o deputado estadual Gilberto Cattani (MT) também se manifestasse, com outra ironia. “Ô Medeiros, agora não, meu irmão. Você passou de todos os limites (...) Como que você me fala que bebemos detergente? Você fala que bebemos detergente e não fala que é o Ypê? Você acha que vamos beber qualquer detergente?”.

Medeiros respondeu Cattani com um comentário na publicação do Instagram. “Fui policial a vida toda, DETER GENTE foi o que mais fiz!”, escreveu o candidato ao Senado. Em um story, ele deixou outra mensagem em resposta ao vídeo: “Esse é o problema. O momento que eu falava a marca cortaram, assim como cortaram quando eu disse Havaianas não!”.

 

Fonte: DA REPORTAGEM

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