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MDB joga xadrez eleitoral para não perder Juarez
30 de Janeiro de 2026 as 15h 21min
Juarez Costa vira peça-chave na estratégia – Foto: Assessoria
O momento vivido pelo MDB de Mato Grosso é mais do que uma disputa interna por nomes: trata-se de um verdadeiro jogo de xadrez político, em que cada movimento precisa ser calculado com antecedência, sob o risco de comprometer toda a estratégia eleitoral.
Em ano de eleições, a escolha — ou manutenção — de peças-chave define não apenas o desempenho nas urnas, mas a própria sobrevivência da sigla em espaços de poder.
Nesse tabuleiro, o deputado federal Juarez Costa ocupa posição central. Reconhecido como um dos principais puxadores de votos do Estado, ele representa hoje a principal âncora eleitoral do MDB na disputa por vagas na Câmara dos Deputados. A avaliação feita por Janaina Riva é pragmática: perder Juarez significa correr o risco real de o partido não eleger nenhum representante federal, algo que não ocorre há mais de duas décadas.
A possível saída do parlamentar ganha peso justamente porque coincide com um processo de esvaziamento histórico da legenda. A aposentadoria do ex-deputado federal Carlos Bezerra e a sinalização de mudança partidária de Emanuelzinho fragilizam a formação da chapa e reduzem o poder de competitividade do MDB. Sem um nome forte para liderar a nominata, a legenda perde tração, votos e relevância.
É nesse contexto que a fala de Janaina Riva revela mais do que otimismo político. Ao insistir que Juarez Costa ainda não oficializou saída nem fez declarações públicas nesse sentido, a presidente do partido demonstra que, no xadrez eleitoral, manter uma peça no tabuleiro pode ser tão importante quanto conquistar uma nova. A permanência, neste momento, vale como movimento defensivo estratégico.
A própria lógica apresentada pelo deputado — de que só deixaria o partido se não houvesse chapa competitiva — expõe a interdependência do jogo. Partidos precisam de candidatos viáveis, e candidatos precisam de partidos que ofereçam estrutura, tempo de TV, recursos e, sobretudo, chances reais de eleição. Não se trata apenas de afinidade ideológica, mas de viabilidade eleitoral concreta.
Mais do que nunca, o MDB de Mato Grosso joga com o relógio, com as peças que ainda tem no tabuleiro e com a necessidade de provar que segue sendo um partido competitivo. No xadrez eleitoral, não vence quem joga bonito — vence quem antecipa movimentos e protege suas peças mais valiosas.
Fonte: DA REPORTAGEM
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