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Meningite: infectologista explica o que, sintomas e forma de prevenção
24 de Abril de 2026 as 15h 58min
Vacinação, atenção aos sintomas e monitoramento de contatos próximos são essenciais – Foto: Divulgação
A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo ser causada por vírus, bactérias ou outros agentes infecciosos. Entre os tipos, a meningite bacteriana é considerada a forma mais grave da doença, com risco de complicações, sequelas e até óbito, especialmente quando não tratada de forma rápida.
De acordo com a médica infectologista Dra. Érica Moreira, a transmissão da meningite bacteriana exige contato próximo e prolongado com uma pessoa infectada. “O que consideramos contato próximo é uma distância inferior a um metro, geralmente por um período prolongado. Por isso, não há motivo para pânico, mas sim para cautela”, explica.
A especialista alerta que os sinais da doença podem surgir de forma repentina e evoluir rapidamente, principalmente em crianças. Entre os principais sintomas estão febre alta de início súbito, prostração e fraqueza intensa, náuseas e dor abdominal, dor de cabeça, sonolência excessiva ou irritabilidade e alteração no comportamento, como a criança ficar apática ou muito diferente do habitual.
“Uma criança que estava bem e, em poucas horas, passa a ficar muito debilitada, sonolenta ou irritada, precisa de avaliação médica imediata”, reforça a médica. A meningite atinge, principalmente, crianças, porém também pode acometer adultos.
Érica esclarece que a principal forma de prevenção da meningite é a vacinação. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece imunização gratuita conforme o calendário do Ministério da Saúde (MS) para crianças menores de 5 anos e adolescentes entre 11 e 13 anos. “A vacinação é extremamente segura, necessária e evita uma doença grave. Os pais devem conferir o cartão de vacina dos filhos e, em caso de atraso, procurar uma unidade de saúde”, orienta.
Outra medida que contribui para prevenir e conter a transmissão é evitar aglomerações em situações de risco, como em casos confirmados ou suspeitos, além de manter atenção aos sintomas.
Fonte: DA REPORTAGEM
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