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MENSALÃO MATO-GROSSENSE: Riva revela que deputados receberam R$ 175 milhões de propina em 20 anos

08 de Outubro de 2019 as 06h 00min

Esquema começou em 1995 e foi até 2015 - Foto: WIDSON OVANDO DO NASCIMENTO

CLEMERSON SM

clemersonsm@msn.com

 

O ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Riva, encaminhou ao Ministério Público Estadual (MPE), uma proposta de delação premiada. Nela Riva revela todo um esquema milionário de pagamento a 38 deputados ao longo dos 20 anos em que ele comandou o Legislativo mato-grossense.

Uma planilha que detalha os pagamentos ilícitos que chegariam aos R% 175,7 milhões, foi enviado em março, pela defesa do ex-parlamentar para a procuradora Ana Cristina Bardusco, chefe do Grupo de Atuação Especial de combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Segundo Riva, existem comprovantes bancários e notas promissórias que comprovam os repasses ilícitos. O período de detalhamento das ações se dá entre os anos de 1955 e 2015 com o objetivo de manter a governabilidade dos gestores no Palácio Paiaguás.

Na delação Riva revela que no primeiro ano (1995), apenas os deputados da oposição, o presidente da Casa e o primeiro secretário não faziam parte do esquema.

Nos três anos seguintes, até 1998, R$ 15 mil mensais eram destinados aos deputados da base do govenador Dante de Oliveira (PDT), e entre R$ 20 mil e 25 mil mensais aos parlamentares na segunda gestão de Dante de Oliveira (PSDB).

Ainda de acordo com o documento enviado ao Gaeco, o montante ficou mais robusto a partir de 2003, com a posse do governador Blairo Maggi (PPS). A ideia era manter o esquema iniciado em 1995, agora com o Palácio Paiaguás acrescentando valores ao orçamento da ALMT.

Os responsáveis por repassar os valores aos deputados, além do próprio Riva, era o então deputado estadual Silval Barbosa. Neste período o mensalão mato-grossense chegou aos R$ 30 mil de acordo com o documento. No segundo mandato de Blairo os valores variavam e chegavam aos R$ 35 mil.

Valor esse que só aumento a partir de 2010 com a eleição de Silval Barbosa (MDB). Já por dentro do esquema, o então deputado e novo governador mato-grossense determinou que a propina chegasse aos R$ 50 mil e aos 24 deputados estaduais.

"Essa prática se perpetrou e adentrou ao Governo Silval Barbosa, sem nunca falhar, pois, ainda que não houvesse recursos e financeiros e orçamentário, a prática era a de recorrer a empréstimos, através de empresas de factorings ou até mesmo de agiotas, os quais, posteriormente, eram pagos com a mesma fonte de recursos utilizados para atender aos Deputados, ou seja, com a utilização de empresas fornecedoras de materiais ou de prestação de serviço", consta em trecho da proposta que o site MidiaNews teve acesso.

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