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Mercado de madeira em Mato Grosso movimenta R$ 3,17 bilhões em 2025
05 de Fevereiro de 2026 as 10h 13min
Comércio interestadual foi o principal motor do crescimento – Foto: Divulgação
O setor madeireiro de Mato Grosso movimentou R$ 3,17 bilhões em 2025, crescimento de 2,86% em relação a 2024, quando o faturamento foi de R$ 3,086 bilhões. Os dados são do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso (Cipem) e incluem vendas no mercado estadual, interestadual, exportações e comercialização de madeira em tora. No período, a produção alcançou 16,4 milhões de metros cúbicos.
O comércio interestadual foi o principal motor do crescimento, com R$ 1,46 bilhão, o equivalente a 46,24% do total comercializado, e alta de 18,89% em relação ao ano anterior. Já o mercado estadual movimentou R$ 877,2 milhões, enquanto as exportações somaram R$ 596,89 milhões (US$ 113,01 milhões). A venda de madeira em tora gerou R$ 232,1 milhões.
Apesar do crescimento das vendas para os Estados Unidos — que passaram de US$ 13,7 milhões em 2024 para US$ 15 milhões em 2025, mesmo com tarifa de até 50% — o volume total exportado caiu 10,5%. Segundo o Cipem, a retração está ligada principalmente à burocracia gerada pela inclusão de espécies como Ipê e Cumaru na CITES.
Para o presidente da entidade, Ednei Blasius, a queda nas exportações não reflete problemas no setor. “A produção em Mato Grosso é sustentável e profissionalizada. O que enfrentamos são entraves institucionais que reduzem a competitividade da madeira brasileira”, afirma.
Entre os principais destinos internacionais da madeira mato-grossense estão Índia, Estados Unidos, China, França e Vietnã. No mercado interno, o setor florestal segue como importante gerador de emprego e renda, com 1.339 estabelecimentos, 10.323 empregos diretos e cerca de 30 mil indiretos, espalhados por 89 municípios. Em Colniza, por exemplo, a atividade responde por 18% dos empregos formais.
Em 2025, a arrecadação do Fethab somou R$ 28,5 milhões, destinados a investimentos em infraestrutura e habitação. Para 2026, o Cipem prevê ações como a entrega do primeiro guia de coleta botânica e a ampliação da capacitação de identificadores botânicos.
A entidade também defende a modernização das normas do setor, com redução da burocracia e integração dos sistemas de controle, medidas consideradas essenciais para aumentar a eficiência e fortalecer a competitividade da madeira de Mato Grosso no mercado nacional e internacional.
Fonte: DA REPORTAGEM
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