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Quarta Feira, 01 de Julho de 2026

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Mercado de trigo segue lento com agentes defensivos e baixa liquidez

16 de Setembro de 2025 as 17h 40min

Mercado brasileiro de trigo encerrou a semana em ritmo lento – Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana em ritmo lento, com baixa liquidez e poucos negócios. Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, compradores e vendedores seguem em posições defensivas, à espera de sinais mais claros. “O mercado está em fase de acomodação, refletindo o ceticismo diante das incertezas do setor”, afirmou.

No Paraná, a colheita avança e pressiona os preços. Os moinhos têm oferecido entre R$ 1.300 e R$ 1.320 por tonelada no mercado FOB interior, e entre R$ 1.350 e R$ 1.400/t no CIF, enquanto os produtores pedem cerca de R$ 1.400/t — acima da paridade de importação, de R$ 1.385/t. A média atual no estado é de R$ 1.307/t, queda de 11,1% em relação a 2023. Segundo o Deral, 12% da área já foi colhida e a produção deve alcançar 2,6 milhões de toneladas, 13% a mais que no ano passado.

Bento explica que os moinhos esperam maior disponibilidade do trigo da nova safra para comprar a preços mais baixos, enquanto os produtores resistem em aceitar os valores atuais. Essa postura trava os negócios e mantém o mercado parado.

No Rio Grande do Sul, a liquidez também é baixa. A safra velha gira em torno de R$ 1.250/t, e a nova tem negócios pontuais entre R$ 1.150 e R$ 1.160/t, com média de R$ 1.255/t — 8,1% abaixo de 2024. A colheita só começa em outubro, e 70% das lavouras estão em fase vegetativa, segundo a Emater-RS, com bom estado fitossanitário.

A expectativa é que a chegada dos novos lotes amplie a oferta e pressione os preços, hoje sustentados pela menor disponibilidade imediata.

Nas importações, o Governo do Brasil registrou entrada de 493,2 mil toneladas em agosto, queda de 9,5% em relação ao mesmo mês de 2024.

As compras se concentraram na Argentina, que forneceu 465,6 mil t, enquanto origens como Estados Unidos, Rússia e Uruguai praticamente deixaram de participar. Internamente, houve maior pulverização regional, com estados como Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Pará e Espírito Santo ganhando relevância nos volumes recebidos.

Fonte: DA REPORTAGEM

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