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Domingo, 05 de Julho de 2026

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Mercedes promete resolver salto do carro nos GPs de Miami e Espanha

04 de Maio de 2022 as 12h 00min

George Russell no GP da Emilia-Romagna — Foto: Alessio Morgese

Terceira colocada no campeonato de construtores da Fórmula 1, a Mercedes é a equipe cujo carro mais sofre com o efeito "porpoising", ou golfinhar, nome dado aos saltos constantes provocados nos bólidos pela reintrodução do efeito solo - resultado do novo regulamento técnico. Mas às vésperas do GP de Miami neste domingo, o time espera encontrar, logo, soluções para o problema.

“Vamos tentar algo em Miami (em 8 de maio) e depois em Barcelona (22 de maio). Nós usamos esse modelo durante os testes no inverno e ele sofreu muito menos com os saltos do que o segundo carro, que trouxemos para o Bahrein. A comparação de dados entre os dois carros deve nos levar a dar um passo à frente”, disse Toto Wolff, chefe da octacampeã de construtores.

O efeito porpoising vem da aerodinâmica dos carros, resultado da diferença da pressão nas partes superiores e inferiores do bólido. A carga de energia liberada de forma repentina faz a frente do monoposto subir e, instantaneamente, descer quando o efeito solo volta a operar.

Esse efeito também foi potencializado pela maior rigidez das suspensões do carro e a redução do amortecimento dos pneus, que neste ano, passaram de 13 para 18 polegadas.

Alternativas para a redução dos saltos estão em modificações no assoalho, como a adição de ranhuras para conduzir o fluxo de ar de forma contínua, ou na parte traseira do carro - soluções adotadas por Ferrai e McLaren. Essas atualizações, no entanto, exigem cautela, já que podem comprometer o desempenho dos bólidos.

E o efeito porpoising tem dado bem mais do que dores de cabeça aos pilotos. É o que relata George Russell, melhor da Mercedes até aqui e que sentiu os efeitos físicos do problema na última prova, no GP da Emilia-Romagna.

“O salto te tira o fôlego. É o mais extremo que eu já senti. Eu realmente espero que encontremos uma solução, porque não é sustentável para os pilotos continuar neste nível. Este foi o primeiro fim de semana em que lutei com minhas costas e com dores no peito”, relatou o britânico.

MISSÃO IMPOSSÍVEL?

Atual líder do campeonato de construtores e do Mundial de pilotos com Charles Leclerc, a Ferrari conseguiu sanar, com sucesso, os saltos de seu F1-75. Mas o projetista campeão da RBR, Adrian Newey, adianta: o trabalho é muito mais difícil do que aparenta, e pode não se concretizar sob o novo regulamento técnico.

“É um problema aerodinâmico que nunca desaparecerá completamente com esses carros. Você tem que conviver com isso o máximo que puder”, comentou.

Mesmo com a nítida dificuldade para a solução do "efeito porpoising', o diretor de engenharia da Mercedes Andrew Shovlin garante que o time está empenhado em resolver o problema o mais rápido possível; preferencialmente, neste fim de semana do GP de Miami.

“Sabemos onde estamos e a lacuna que precisamos superar para chegar onde queremos. Esses são problemas novos. Temos que entendê-los e superá-los, e estamos colocando muita energia nisso. A cada dia que passa estamos aprendendo mais e mais e espero que novas peças para o carro possam chegar em Miami e nos dar uma indicação da direção tomada. Muito do trabalho em Brackley (fábrica da Mercedes, no Reino Unido) trata de entender o fenômeno e se podemos realmente controlá-lo. Mas sendo realista, isso será algo que resolveremos em etapas, e não em um grande e único momento”.

Fonte: DA REPORTAGEM

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