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Quarta Feira, 30 de Setembro de 2026

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Milho e sorgo: má gestão na compra de insumos pode elevar custo da safrinha em até R$ 884/ha

15 de Junho de 2026 as 12h 17min

Levantamento revela diferenças na estratégia de aquisição de fertilizantes e defensivos – Foto: Divulgação

A eficiência na gestão de compras pode ser tão importante quanto a produtividade no campo. Um estudo inédito do Aegro Insights mostra que produtores de milho safrinha podem gastar até R$ 884 a mais por hectare apenas por falhas na estratégia de aquisição de insumos, comprometendo significativamente a rentabilidade da atividade.

Segundo o levantamento, dois agricultores que utilizam o mesmo pacote tecnológico, cultivam na mesma região e enfrentam condições semelhantes de solo e clima podem obter resultados financeiros muito diferentes. A diferença está na forma como negociam e compram seus insumos.

Enquanto produtores mais eficientes conseguiram implementar o pacote tecnológico completo com custo a partir de R$ 1.483,68 por hectare, outros desembolsaram até R$ 2.367,80 por hectare. A diferença representa um sobrecusto de 60% no custeio da lavoura.

De acordo com os cálculos do Aegro Insights, os R$ 884,12 adicionais gastos por hectare representam o equivalente a 16,9 sacas de milho, considerando o preço médio de R$ 52,40 por saca. Na prática, essa perda ocorre antes mesmo do início do plantio.

“É como abrir mão de quase 16% da produtividade esperada antes da plantadeira entrar na lavoura”, destaca Mathias Bergamin, engenheiro agrônomo e especialista em inteligência de mercado da Aegro.

O estudo preliminar projeta uma relativa estabilidade no Custo Operacional Efetivo (COE) da safrinha 2025/26, com redução estimada entre 0,2% e 0,3% em comparação à temporada anterior. Apesar disso, a expectativa é de que os custos finais ainda sofram ajustes ao longo dos próximos meses, especialmente em função dos gastos com operações de campo, combustível e mão de obra que ainda serão contabilizados.

Fonte: DA REPORTAGEM

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