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Quinta Feira, 02 de Julho de 2026

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MINEIRO: Atlético-MG leva taça para dar turbinada em ano ambicioso

22 de Maio de 2021 as 20h 07min

Pela campanha líder na primeira fase, Galo alcançou o bicampeonato – Foto: Divulgação

Quanto vale um Campeonato Mineiro vencido pelo clube franco favorito ao título? Para o zagueiro Igor Rabello, é a confirmação do trabalho que o alçou à titularidade. Para o lateral Guga, é a taça dentro de campo, após ausência na final de 2021. Para Hulk, é o 18º campeonato em 17 anos. E para Cuca, é o sabor de que valeu a pena ao aceitar o desafio de voltar ao Atlético-MG, mesmo com campanha contra, mesmo com a mãe hospitalizada por Covid-19, durante quase três meses.

 

O Galo levantou a taça do Estadual pela 46ª vez, aumentando a vantagem de ser o maior campeão do torneio. A ambição do clube, claro, é bem maior. Mas enfrentou um adversário duro, bem treinado, organizado, que joga há tempos sob comando do técnico Lisca, que não conseguiu (ainda) coroar o bom trabalho no Coelho com troféu. Cuca, por sua vez, já.

 

O treinador precisa (e merece) ser visto com outros olhos pelos mais críticos. Ainda que o Atlético não tenha conseguido vencer os dois jogos da final, o título veio pela vantagem de ter sido o melhor time da primeira fase. As pernas estão pesadas. Uma maratona de jogos e, mais difícil ainda, de viagens ao exterior.

 

Agora, o Galo tem o Deportivo La Guaira, da Venezuela, na terça-feira, no Mineirão, para confirmar a primeira colocação geral da fase de grupos da Libertadores 2021. Um cenário que até faz lembrar 2013, quando Cuca foi tricampeão mineiro no Mineirão (mas contra o Cruzeiro). Agora, ele é tetra, algo raro, valioso, e aquela sensação de alívio e alegria por cumprir o primeiro objetivo do ano.

 

O fato de não ter vencido o América-MG em dois empates de 0 a 0, como o próprio treinador disse na coletiva, é menor do que o resultado final: Atlético campeão. Cuca usou o que soa ser o time titular ideal, com Jair de primeiro volante, Igor Rabello e Guga na defesa, Savarino na ponta.

 

Não houve um espetáculo de futebol, assim como costumam ser as finais, jogos mais tensos, truncados e, esse em específico, marcado pela atuação do árbitro Felipe Fernandes, que não deixava o jogo fluir de nenhuma maneira e se complicou com decisões envolvendo lances de pênalti.

 

Na frieza dos números, o Atlético obrigou o goleiro Matheus Cavichioli a fazer duas grandes defesas no primeiro tempo. A defesa do clube soma o terceiro jogo seguido sem levar gols. Um ponto muito positivo do trabalho de Cuca. Na contramão, foi um gol marcado no período - de Keno, contra o Cerro Porteño. Mas o que não falta é opção ofensiva para o Atlético conseguir transformar volume e criação de jogadas em redes balançadas.

Fonte: DA REPORTAGEM

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