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MT já registrou 5 tremores neste ano
15 de Julho de 2022 as 06h 30min
Um dos terremotos foi registrado em Porto dos Gaúchos – Foto: Divulgação
Mato Grosso já registrou cinco pequenos terremotos neste ano, de acordo com o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP). Apesar dos registros, não houve danos. Um dos terremotos foi registrado em Porto dos Gaúchos.
Apenas nos últimos dias, foram registrados três tremores de terra no país, sendo dois em Sete Lagoas/MG e um Porto dos Gaúchos. O tremor teve intensidade de 2,8 graus de magnitude na Escala Richter.
O primeiro registro de abalo sísmico em 2022 ocorreu no dia 5 de janeiro, quando marcou 2,3 graus, considerado um pequeno tremor, em Campos de Júlio. No mês seguinte, o segundo tremor teve um grau maior, com 3,3 graus em Santa Terezinha. Em abril houve o registro de outro terremoto em Porto dos Gaúchos, com tremor de 3,5 graus.
Outro tremor até então registrado ocorreu em 30 de maio, na cidade de Castanheira. De acordo com a geóloga e professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Regina Pereira Santos, os terremos são comuns no Norte do estado. “Eles são de baixa intensidade, na maioria até 3 graus na Escala Richter”, diz a professora. Essa intensidade não é considera perigosa.
No entanto, o estado já registrou terremotos com altos graus como, por exemplo, em 1955, quando um terremoto, também no Norte, marcou 6,3 graus de intensidade. Para o doutor em geofísica e professor da Universidade de Brasília (UnB), terremotos com esse grau de intensidade pode provocar desastres. O sismo de terra ocorreu na Serra do Tombador. O tremor é considerado um dos mais altos do Brasil. Conforme os especialistas, o Brasil está no meio de uma placa tectônica, por isso os terremotos de grande intensidade não são comuns, o que não geram grandes danos.
ESCALA RICHTER
A escala Richter foi criada em 1935 pelo sismólogo estadunidense Charles F. Richter, integrante do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Richter, para a realização de sua escala, analisou as ondas sísmicas e coletou números de vários terremotos anteriormente registrados. Essa escala foi desenvolvida para medir a magnitude dos terremotos, que consiste no ato de quantificar a energia liberada no foco do terremoto.
É uma escala que se inicia no grau zero e é infinita (teoricamente), no entanto, nunca foi registrado um terremoto igual ou superior a 10 graus na escala Richter. Um dos fatores é que ela se baseia num princípio logarítmico, ou seja, um terremoto de magnitude 6, por exemplo, produz efeitos 10 vezes maiores que um outro de 5, e assim sucessivamente.
Os terremotos mais violentos já registrados atingiram 9,2 graus, no Alasca, em 1964, e 9,5 graus, em 1960, no Chile. Os dois apresentaram magnitudes altíssimas, podendo causar destruição total de lugares habitados, porém, no primeiro caso, o sismo atingiu uma região pouco habitada. Já o terremoto no Chile, em 1960, atingiu uma área muito habitada, causando a morte de, aproximadamente, 5,7 mil pessoas, além de deixar mais de dois milhões de feridos.
O poder de destruição de um terremoto não está relacionado apenas à sua magnitude, ou seja, nem sempre um sismo de maior magnitude será mais destrutivo que um de menor magnitude. Vários fatores influenciam nesse fenômeno: profundidade do hipocentro (ponto interior onde ocorre a fratura principal), a distância entre o ponto e o epicentro (local onde é registrada a maior magnitude dos abalos), as condições geológicas e a estrutura de engenharia dos edifícios atingidos.
Em locais habitados, os terremotos podem ter, na maioria das vezes, os seguintes efeitos: inferiores a 3,5 graus: raramente são notados; de 3,5 a 5,4 graus: geralmente sentido, mas raramente causa danos; entre 5,5 a 6 graus: provocam pequenos danos em edifícios bem estruturados, no entanto, seus efeitos são arrasadores em edifícios de estrutura precária; de 6,1 a 6,9 graus: causa destruição em áreas de até 100 km de raio; de 8 a 8,5 graus: é considerado um abalo fortíssimo, causando destruição da infraestrutura; de 9 graus: destruição total.
Fonte: DA REPORTAGEM - G1-MT
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