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Neymar volta a Belém 12 anos após ser campeão com a 11 da Seleção
08 de Setembro de 2023 as 05h 40min
Um gol contra a Bolívia o fará superar Pelé – Foto: Divulgação
Um palco acostumado a ver Neymar escrever capítulos importantes de sua história. De volta à Seleção após a Copa do Mundo, o craque reencontra o Estádio Mangueirão 12 anos após deixar sua marca na vitória por 2 a 0 sobre a Argentina que garantiu seu primeiro título pelo Brasil: o Superclássico das Américas de 2011.
Nesta sexta (8), diante da Bolívia, na estreia nas eliminatórias sul-americanas da Copa do Mundo de 2026, o jogador do Al Hilal tentará marcar o gol que o colocará como maior artilheiro da história da Seleção, de acordo com as contas da Fifa. A camisa 10 já virou uma marca, mas não era assim da última vez que vestiu amarelo em Belém.
Em 28 de setembro de 2011, Neymar já era a maior esperança do futebol brasileiro, já era titular absoluto da equipe nacional, já era campeão da Copa do Brasil e da Libertadores pelo Santos, mas ainda dividia o protagonismo com outro craque.
O número às costas era o 11, e Ronaldinho Gaúcho, então no Flamengo, era quem vestia a 10 no time de Mano Menezes que contava apenas com jogadores que atuavam no Brasil.
Marcas de Neymar em Belém em 2011: 1º título pela Seleção (6 no total); 7º gol pela Seleção (77 no total); 13º jogo pela Seleção (124 no total).
Após empate por 0 a 0 em Buenos Aires, o Brasil fez 2 a 0 sobre a Argentina escalado com Jefferson, Danilo, Dedé, Réver e Cortês; Ralf, Rômulo, Lucas Moura e Ronaldinho Gaúcho; Neymar e Borges. Lucas abriu o placar em arrancada aos oito do segundo tempo, e Neymar garantiu o título ao escorar cruzamento de Diego Souza aos 30.
A partida foi apenas a 13ª das 124 que ele soma pelo Brasil e o gol apenas o sétimo dos 77 que o colocam ao lado de Pelé na tabela de artilheiros. Há 13 anos defendendo o país, Neymar foi campeão ainda de outros três Superclássicos das Américas, uma Copa das Confederações e dos Jogos Olímpicos de 2016.
Outro remanescente daquele time, Danilo falou sobre a volta de Neymar à seleção brasileira após deixar o futuro em dúvida na Copa do Mundo do Catar e brincou sobre o assédio que acostumou-se a testemunhar desde os tempos de Santos.
“Falava com ele no almoço que jogo com ele desde 2010 e desde então escuto: ‘Neymar cadê você? Eu vim aqui só para te ver!’. O Neymar é um cara que gosta de jogar bola, a casa dele é a seleção brasileira, e tenho certeza disso. Espero que ele esteja no melhor nível, esteja alegre, que fica difícil de segurá-lo”.
A partida de sexta será a 5ª da seleção brasileira na capital paraense, todas disputadas no Mangueirão. Nos quatro jogos anteriores, o Brasil soma três vitórias, um empate, sete gols marcados e nenhum sofrido.
Em 1990, Paulo Roberto Falcão comandou a equipe após a eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo da Itália em um empate sem gols frustrante diante do Chile. Sete anos depois, em 1997, o Brasil de Zagallo venceu o Marrocos por 2 a 0 com dois gols de Denílson em amistoso.
A vitória mais imponente aconteceu em 2005. Embalado pelo título da Copa das Confederações na Alemanha, o Brasil do quadrado mágico formado por Adriano, Kaká, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo fez 3 a 0 na Venezuela pela última rodada das eliminatórias. Por fim, em 2011, foi conquistado o título do Superclássico das Américas sob a batuta de Neymar, Lucas e Ronaldinho.
Fonte: DA REPORTAGEM
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