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NO ESTADO: Indea-MT atualiza programa de prevenção de ferrugem asiática
Não houve alteração nos princípios que norteiam o programa de prevenção e controle
05 de Fevereiro de 2021 as 05h 48min
IN traz atualizações para adequação às necessidades do campo – Foto: Divulgação
DA REPORTAGEM
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec) e o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) atualizaram as medidas fitossanitárias para prevenção e controle da ferrugem asiática da soja no Estado. A Instrução Normativa (IN) 001/2021 foi publicada no Diário Oficial do Estado.
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, não houve alteração nos princípios que norteiam o programa de prevenção e controle de ferrugem asiática, assim como o calendário de plantio e o vazio sanitário da soja continuam inalterados.
Com as alterações, as empresas de pesquisa podem realizar plantios após 31 de dezembro, o que não era previsto na IN anterior, de 2015, com dilação de prazo para até 15 de fevereiro. Também há a possiblidade de realização de outras pesquisas de cunho técnico e científico, bem como há o estabelecimento de uma data limite para a colheita dos plantios excepcionais – 14 de junho ou 31 de julho, conforme o caso.
“Anualmente, indeferimos diversas solicitações de instituições de ensino e pesquisa para realização de projetos de produção técnica ou científica para os produtores e profissionais do Estado por que não havia previsão legal para isso. De certa forma, estávamos limitando a produção de conhecimento por um entrave legal, mas estabelecemos um prazo para que esses experimentos fossem finalizados, salvaguardando a cultura com um período efetivo de vazio sanitário”, explica o diretor técnico do Indea-MT, Renan Tomazele.
A Instrução inclui a obrigatoriedade da utilização de fungicidas multissítio nas aplicações para controle da ferrugem asiática. “Desde 2015, o uso de produtos multissitio para o controle da ferrugem asiáticas tem se tornado cada vez mais importantes. Devido à sua utilização como ferramenta de prevenção da resistência aos demais grupos de fungicidas, entendemos ser necessária a inclusão deste importante grupo de produtos como obrigatório”, acrescenta a coordenadora de Defesa Vegetal do Indea, Silvana da Silva Amaral.
Também está estabelecida a obrigatoriedade da eliminação das plantas guaxas ou tigueras de soja em áreas não cultivadas com a cultura em qualquer período do ano.
“Nos últimos dois anos fizemos o acompanhamento da ferrugem asiática nas plantas de soja guaxas através do Laboratório de Sanidade Vegetal do Indea e encontramos a doença o ano todo, inclusive no período da seca. Essa medida é de extrema importância, pois assim estaremos eliminando qualquer possibilidade de ponte verde em nosso Estado”, finaliza Silvana.
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