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Novo composto químico pode ajudar a combater Alzheimer
16 de Novembro de 2025 as 11h 05min
Estimativas apontam que cerca de 50 milhões de pessoas sofram com o Alzheimer no mundo todo, número que pode subir para mais de 130 milhões até 2050. A doença neurodegenerativa é caracterizada pela perda gradual de funções cognitivas, como memória, linguagem e raciocínio.
Apesar de todo o conhecimento adquirido nos últimos anos, identificar e tratar essa condição ainda é uma tarefa difícil. A esperança, no entanto, pode estar em um novo composto químico desenvolvido por pesquisadores brasileiros.
Os novos compostos têm síntese simples e atuam degradando as placas beta-amiloides que se acumulam no cérebro de pessoas com Alzheimer. Essas placas são formadas por fragmentos de peptídeo amiloide que se depositam entre os neurônios causando inflamação e interrompendo a comunicação neural.
Segundo os pesquisadores, a técnica usa um quelante de cobre, molécula capaz de se ligar ao elemento metálico presente em excesso nas placas de beta-amiloide, promovendo sua degradação e reduzindo os sintomas da doença. Em testes realizados em ratos, o composto químico minimizou a perda da memória, a dificuldade de noção espacial e de aprendizado dos roedores. Também foi identificada uma reversão no padrão das placas beta-amiloide. As conclusões foram descritas em estudo publicado na revista ACS Chemical Neuroscience.
O trabalho foi realizado por uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal do ABC (UFABC). A pesquisa envolveu simulações computacionais (in silico), testes de cultura celular (in vitro) e experimentos em animais (in vivo), segundo informações da Agência Fapesp.
Foi a partir deste conhecimento que os cientistas brasileiros sintetizaram uma série de moléculas capazes de atravessar a barreira hematoencefálica, que protege o cérebro, e remover o cobre das placas beta-amiloides. Das dez moléculas desenvolvidas no estudo, três foram selecionadas para testes em ratos com Alzheimer induzido, sendo que uma delas se destacou por sua eficácia e segurança.
Além da eficácia do composto contra a doença, os experimentos revelaram que a técnica não é prejudicial ao organismo, não sendo identificados sinais de toxicidade. O grupo busca agora uma parceria com empresas farmacêuticas para a realização de ensaios clínicos.
“É uma molécula extremamente simples, segura e eficaz. O composto que desenvolvemos tem um custo baixíssimo em comparação com os medicamentos disponíveis. Portanto, mesmo que funcione apenas para uma parte da população, pois a doença de Alzheimer tem causa multifatorial, já representaria um avanço imenso frente às opções atuais”, destaca Giselle Cerchiaro, professora da UFABC e coordenadora estudo.
Fonte: DA REPORTAGEM
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