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Sábado, 03 de Outubro de 2026

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Operação investiga envolvidos em fraudes de aposentadorias

29 de Janeiro de 2025 as 17h 52min

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão expedidos em Barra do Garças, Piranhas/GO e DF – Foto: Divulgação

A segunda fase da operação Sangradouro, que investiga servidores da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e lideranças indígenas envolvidas em fraudes de documentos para conseguir aposentadoria foi deflagrada pela Polícia Federal, na manhã desta quarta (29).

De acordo com a PF, foram cumpridos mandados de busca e apreensão expedidos em Barra do Garças, Piranhas/GO e no Distrito Federal. Também foram apreendidos documentos, uma arma e munições.

Os investigados poderão responder pelos crimes de falsificação de documentos, estelionato previdenciário, formação de quadrilha e inserção de dados falsos em sistema de informação do Governo Federal.

A primeira fase da operação ocorreu em 2023, e na época, foram expedidas 19 ordens judiciais pela Justiça Federal, sendo 16 mandados de busca e apreensão, 2 ordens de afastamento temporário das funções públicas e 1 mandado de prisão. As ordens judiciais foram cumpridas em Barra do Garças, Primavera do Leste, Poxoreu e Cuiabá.

Os indígenas envolvidos expediam documentos falsos, como o registro de nascimento dos indígenas, fraudando as datas para que eles pudessem ter acesso a aposentadorias com idades adulteradas.

Segundo a Polícia Federal, as investigações começaram em 2021 e o esquema é composto por servidores públicos da Funai, cartorários, proprietários de correspondentes bancários e lideranças indígenas locais. A organização consentia com a adulteração das informações de identificação dos indígenas, principalmente, a data de nascimento.

O objetivo era requerer aposentadorias por idade ilegais, causando um prejuízo estimado de cerca de R$ 64 milhões aos cofres públicos da União.

Considerando a expectativa de vida média do brasileiro de 77 anos, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o prejuízo a ser evitado com a operação ultrapassa R$ 260 milhões com a suspensão dos pagamentos ilícitos.

Fonte: DA REPORTAGEM

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