Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.

Domingo, 05 de Abril de 2026

Noticias

OPINIÃO: Mais uma interferência em órgãos federais?

29 de Junho de 2021 as 10h 00min

Coincidências estranhas acontecem com quem atua em investigações contra o atual governo. Trocas de comando sem justificativas plausíveis, demissões e perseguições, têm ocorrido de forma sistemática em órgãos federais.

No dia 21 deste mês, o delegado da Polícia Federal Franco Perazzoni, foi retirado da chefia da Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros. Perazzoni liderava a Operação Akuanduba que efetuou buscas e apreensões contra o então ministro do meio ambiente Ricardo Salles e outros 21 investigados entre servidores do ministério, dirigentes do Ibama e empresários do ramo madeireiro.

Consentida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a operação investiga se Salles agiu de forma a abrandar o controle do Ibama sobre a exportação de madeira.

Conforme as investigações, Salles se reuniu no mês de março do ano passado com um grupo de madeireiros no Pará que estavam tendo suas cargas de madeira retidas em outros países por falta da autorização do Ibama.

No dia da reunião com o ministro, estes empresários solicitaram oficialmente ao presidente do Ibama, Eduardo Bim, que editasse uma norma liberando as exportações sem o documento de autorização do órgão, que até então era exigido. Dias depois, a solicitação foi atendida e Bim foi destituído da presidência do IBAMA por decisão do STF.

Esta foi a segunda vez neste ano que um delegado da PF é retirado de suas funções após mover uma ação contra Ricardo Salles. Em abril, o delegado Alexandre Saraiva, na época superintendente da Polícia Federal no Amazonas, foi retirado do cargo dias depois de enviar ao Supremo Tribunal Federal, uma notícia-crime contra Salles por advogar em prol de madeireiros investigados numa operação contra desmatamento ilegal.

Como esquecer da exoneração, em abril de 2020, de Maurício Valeixo, ex-diretor-geral da Polícia Federal e braço direito do então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, após Valeixo não concordar em compartilhar com o presidente, dados sobre investigações sigilosas? Ou a exoneração de Ricardo Galvão, Inpe, por insatisfação do presidente com os dados do instituto e a negação de Galvão em comunicar a presidência antes da divulgação desses dados? Ou da troca do nº 02 da Receita Federal, João Paulo Ramos Fachada, contrário às interferências do governo?

Ou ainda, da exoneração de José Augusto Morelli do cargo de Chefe do Centro de Operações Aéreas da Diretoria de Proteção Ambiental, após multar o presidente por pesca irregular em área de preservação?

Diante de tantas coincidências negativas com quem mostra resistência às interferências do governo, o povo fica com o mesmo semblante de perplexidade do ex-ministro da Saúde Nelson Teich, quando em reunião ministerial, o agora ex-ministro Ricardo Salles, propôs “passar a boiada” se aproveitando do desvio de foco de parte da opinião pública para a pandemia de Covid-19.

Portanto, a impressão que fica é que vivemos um verdadeiro caça às bruxas por parte do Governo Federal àqueles que vão contra seus interesses obscuros.

LUCAS ALEXANDRE DE ALMEIDAS É BACHARELANDO EM DIREITO EM SINOP

Fonte: LUCAS ALEXANDRE DE ALMEIDA

Veja Mais

Indústria nacional avança 0,9% em fevereiro

Publicado em 05 de Abril de 2026 ás 13h 26min


Você quer ter um robô humanoide?

Publicado em 05 de Abril de 2026 ás 11h 27min


Nova Mutum: vacinação contra gripe começa com foco em grupos prioritários

Publicado em 05 de Abril de 2026 ás 09h 26min


Jornal Online

Edição nº1771 - 03a06/04/2026