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O webjornalismo e o desafio diário do jornalista digital
07 de Abril de 2022 as 07h 29min
Texto visa instigar reflexão sobre o profissional jornalista – Foto: Ilustração
Ser jornalista é muito mais do que reportar ao público os fatos que acontecem diariamente no mundo. É estar ciente de que o principal desafio são as tão sonhadas isenção e imparcialidade, cada dia mais difíceis de conquistar em meio a um carrilhão de fake news disparadas por diferentes plataformas.
Se em outrora, jornais impressos, emissoras de rádio e televisão tinham o compromisso permanente de zelar pela qualidade da informação, hoje é mais trabalho do consumidor acreditar em quem realmente traz credibilidade. Na era digital, todos são informantes ou criadores de opinião. Ou melhor, acham que são.
Os veículos impressos precisam se reinventar periodicamente para se manterem no mercado – muitos já abandonaram e migraram para o digital, onde também estão rádios e TVs. É um caminho sem volta, voltado para o avanço, mas com dezenas de mazelas a serem superadas.
Há uns 20 anos, falar de digital era pensar meramente em equipamentos tecnológicos, cuja qualidade de som e imagem alcançaram o expectador. Isso foi apenas parte do processo de evolução, mas a veio jornalística nunca ficará para trás.
Criado em meio a essa transição entre o analógico e o digital, pude ver um programa como Globo Esporte saindo de suas rígidas estruturas de roteiro e cenário para o conteúdo mais participativo, aproximando profissionais e público interativo. Estes se tornaram seguidores.
Aliás, vi a ascensão e a queda de muitos reféns do “seguir”. Este tornou-se uma meta para uns, âncora para outros, puxando para as profundezas aqueles que não acreditaram no potencial, ou simplesmente viraram as costas para os novos tempos.
Se para os dinossauros do jornalismo a internet e as redes sociais ainda são um bicho de sete cabeças, para a nova geração, engajada com as tecnologias, o desafio ainda é ser profissional. E como fazer isso? Voltando ao princípio básico do jornalismo: o mais importante é a informação.
Prever o futuro é tarefa complicada e inútil. Entretanto, atualizar-se para ser um profissional comunicador com credibilidade, coerência e ligado no que mais importa ao cidadão, continuam sendo as premissas para que os bancos acadêmicos lancem no mercado gente suficientemente capacitada e estudada, mas também atenta aos vai-e-vem da agitação moderna e tresloucada que nos rodeia – especialmente no alcance das telas de computadores e celulares.
Fonte: JOSÉ ROBERTO GONÇALVES
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