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Terça Feira, 08 de Setembro de 2026

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Países europeus ameaçam boicotar Copa se Fifa vender ações para investidores

31 de Julho de 2026 as 10h 25min

Uefa é radicalmente contra a ideia – Foto: Divulgação

Os países europeus podem boicotar a próxima Copa do Mundo, segundo informação da TV inglesa Sky Sports. Tal postura seria uma reação ao plano divulgado pela Fifa nesta terça-feira para a criação de uma empresa para fazer a operação de suas principais competições, entre elas a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes. O objetivo da entidade é vender participações minoritárias nesta nova empresa.

A próxima edição da Copa do Mundo, em 2030, terá os europeus Espanha e Portugal como duas de suas principais sedes. As confederações associadas à Uefa já debatem o possível boicote à Copa do Mundo, e uma reunião virtual está prevista para ocorrer nesta semana para definir a estratégia, a fim de evitar que a Fifa crie a empresa para a venda de ações a investidores privados.

Vale destacar que a Uefa, entidade máxima do futebol europeu, também posicionou-se frontalmente contra a ideia encampada pela Fifa e questionou a transparência do processo. Leia a nota abaixo:

“Isso cruza uma linha que as instituições governamentais do futebol nunca deveriam cruzar. A UEFA leva isso extremamente a sério. Toda Associação Nacional de Futebol também deveria. Todo stakeholder também: ligas, clubes, jogadores, torcedores, governos e todos que se importam com o futuro do esporte. A alma e a governança do futebol não são ativos para negociar — especialmente com zero transparência quanto a quem ganha financeiramente. Nenhum de nós é dono do futebol. Não cabe à Fifa vendê-lo”.

ENTENDA

Centro da polêmica que revoltou Uefa e federações filiadas, a empresa a ser criada é a Fifa Forward Enterprise (FFE), uma nova subsidiária cujo controle majoritário seria da Fifa. A companhia ficaria responsável por consolidar as operações comerciais e das principais competições organizadas pela entidade.

A Fifa acredita que a FFE valeria no total US$ 20 bilhões (R$ 102,3 bilhões). Por isso, diz que a venda do equivalente a US$ 4,2 bilhões (R$ 21,5 bilhões) em ações significaria que os investidores privados seriam minoritários na nova empresa.

Com o dinheiro arrecadado, a Fifa promete aumentar a quantia distribuída para a federação de cada país membro da entidade. Atualmente, ela paga R$ 41 milhões para cada país. Se o plano for aprovado, a quantia poderia chegar a R$ 102 milhões no ciclo até a Copa de 2030, R$ 112,5 milhões até 2034 e 123 milhões até 2038.

Na nota publicada em seu site oficial, a Fifa diz que a injeção de dinheiro privado pode ser decisiva para "alcançar todo o potencial dos direitos de transmissão e dos patrocínios da Fifa em todo o seu portfólio de competições de futebol masculino, feminino e de base".

Fonte: DA REPORTAGEM

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