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Pecuária avança com aproveitamento dos subprodutos da agricultura
MT cultiva cerca de 17,7 milhões de hectares de grãos e 956 mil de algodão
17 de Agosto de 2021 as 18h 30min
Estudo contemplará informações de propriedades – Foto: Divulgação
A expedição Confina Brasil visitou propriedades pecuárias em Mato Grosso, principal estado em produção agropecuária, mas com grande potencial de crescimento.
Em sua segunda edição, a expedição Confina Brasil viaja por 11 estados, com a visita a 120 propriedades, e atualiza, de forma remota, os dados dos confinamentos visitados em 2020, totalizando a pesquisa em 14 estados. O estudo contemplará informações de propriedades responsáveis pela terminação de mais de 2 milhões de bovinos em confinamento.
“Cruzando a fronteira, na região de Sapezal, ficamos impressionados com os grandes campos de algodão em época de colheita, administrados pelos maiores grupos agrícolas do Brasil”, declara o médico veterinário e coordenador do Confina Brasil, Felipe Araújo Dahas.
No eixo dos grãos de MT, o desenvolvimento das cidades planejadas baseadas no agronegócio chama a atenção. “Grandes estruturas de armazenagem são ampliadas a cada dia e, mesmo assim, ainda faltam espaços para tanta riqueza produzida no estado. O movimento de carga e descarga é grande, entra insumo e sai grão, e assim a economia evolui”, diz Dahas.
Mato Grosso cultiva cerca de 17,7 milhões de hectares de grãos e 956 mil de algodão. Associado a isso, tem a produção de proteínas animais, com grandes players na cadeia de suínos, aves e ovos, além da criação intensiva de bovinos em pequenas, médias e grandes estruturas de confinamento.
“Nas 21 visitas que fizemos ficou claro que o estado oferece diversas oportunidades para compra de insumos para a dieta do gado. Além dos grãos in natura, MT conta com uma grande variedade de coprodutos que enriquecem a alimentação dos animais. Destaque para os coprodutos da produção de etanol de milho, que têm crescido muito no estado. Produtos como DDG, DDGS e WDG são cada vez mais utilizados, tanto para monogástricos quanto para ruminantes. Em nossa visita às plantas da Inpasa, uma das primeiras indústrias de etanol de milho do país e patrocinadora do Confina Brasil 2021, ficou clara a preocupação com a qualidade dos coprodutos e seus teores de nutrientes. O DDGS, por exemplo, já é chamado de “produto” e faz parte do portfólio principal da empresa”, destaca O médico veterinário e técnico do Confina Brasil, Olavo Bottino.
O bom momento das commodities agrícolas movimenta o estado de diversas formas. Entre elas, a expansão das áreas de cultivo agrícola, fator que traz de carona a valorização das terras e, com isso, a busca por eficiência no uso dos recursos. Entre as ferramentas que miram nesse objetivo estão os sistemas de integração-lavoura-pecuária e o confinamento, que permitem o aumento da produtividade de forma sustentável.
“A relação entre agricultura e pecuária é sinérgica. A agricultura traz alimentos e uma gestão mais refinada aos confinamentos, enquanto a pecuária gera demanda para os produtos e coprodutos, como matéria orgânica (esterco), por exemplo, para enriquecer o solo, além de produzir ‘resíduos’ do beneficiamento dos grãos e fibras, que antes não tinham destino”, completa O engenheiro agrônomo e analista de mercado da Scot Consultoria, Eduardo Seccarecio.
A equipe do Confina Brasil é formada por engenheiros agrônomos, médicos veterinários e zootecnistas da equipe da Scot Consultoria, todos especialistas em pecuária e preparados para coletar os dados e interpretá-los com o olhar na evolução constante da atividade.
Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA
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