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PECUÁRIA BOVINA: Importação para abate no Brasil preocupa pecuaristas no estado
Entrada de animais “estrangeiros” pode colocar em risco sanidade do rebanho brasileiro
24 de Fevereiro de 2021 as 05h 49min
Foto: Divulgação
DA REPORTAGEM
A baixa oferta de animais prontos para abate, levou o Sindicato das Indústrias de Frios, Carnes e Derivados de Mato Grosso do Sul (Sicadems), a solicitar ao Ministério da Agricultura o sinal verde para a importação de gado vivo do Paraguai. O pedido foi feito no início do mês e ainda é analisado pelo Mapa, mas tem gerado repercussão no setor.
Em Mato Grosso, estado vizinho a Mato Grosso do Sul e dono do maior rebanho bovino do país, o assunto preocupa os pecuaristas. Diretor-técnico da Acrimat, a associação que representa dos criadores, Francisco Manzi explica que o alerta é com eventuais riscos à sanidade da pecuária brasileira.
“A carne bovina brasileira está presente na mesa de mais de 140 países que importam o nosso produto. E o que fez com que a nossa carne caísse no gosto desses consumidores, além da qualidade, foi a segurança alimentar e o controle sanitário do nosso rebanho. Não temos nenhum caso de febre aftosa há mais de 25 anos e nenhuma outra enfermidade que pudesse criar alguma barreira para a exportação da nossa carne’, explica Manzi.
Apesar de entender o livre comércio, ele pondera: “O que nos preocupa na notícia da importação de animais de outros países do Mercosul para serem abatidos no Brasil é se há nos outros países o mesmo rigoroso controle sanitário que nós temos aqui no Brasil”, argumenta.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o Paraguai possui o mesmo status sanitário que os estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, reconhecido como área livre de febre aftosa com vacinação.
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