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PECUÁRIA: Lentidão das pastagens anulará vendas sazonais mais fracas dos frigoríficos
Reposição da carne bovina no atacado e varejo tem como aliado pouca oferta nos pastos
07 de Janeiro de 2021 as 07h 56min
Foto: Divulgação
DA REPORTAGEM
A reposição da carne bovina no atacado e varejo, pós festas, tem como aliada mais forte, para o pecuarista, a pouca oferta de animais de pasto nos centros mais participativos do rebanho brasileiro no Centro-Oeste e Sudeste.
O boi está com boas possibilidades de recuperar parte das perdas de final de novembro a dezembro, mesmo ante um janeiro que, sazonalmente, as vendas internas e externas costumam ser mais fracas. Na Alta Noroeste Paulista, as chuvas deram um avanço nos últimos dias, mas ainda não recupera a seca e o calor de antes. Na fazenda de Luiziânia, Francisco Brandão ainda está tendo que “bambear” pastos, tirando animais.
“Mesmo com suplementação é difícil fazer boi ganhar peso, de modo que estou vendo 60 dias para engordar”, diz Brandão, vice-presidente do Sindicato Rural de Alta Noroeste (Siran).
Nas regiões do Vale do Araguaia goiano e mato-grossense a realidade é a mesma. No lado goiano, Marcelo Marcondes, da Nelore Marcondes, viu chuva boa só esta noite. Em novembro e dezembro, apenas 40 milímetros. “A maioria das fazendas está no chão” (sem pasto), afirma o produtor, complementando com a expectativa de que, quem puder, deverá confinar ou vender para confinamento.
Do outro lado da fronteira estadual do Araguaia, nas redondezas de Canarana, o produtor Marcos Jacinto não está observando condições melhores Mato Grosso. Mais a Oeste, “chega a faltar água para o gado”.
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